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Fogo destruiu vegetação perto de Brasília.


  O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF) levou quase seis horas para debelar um incêndio de grandes proporções que destruiu nesta terça-feira (4) mais de 96 hectares de vegetação nas proximidades de Brasília. Chamas de até dez metros de altura consumiram animais, árvores, pasto, cercas, rede elétrica e benfeitorias na região de chácaras do Colorado, a 10 quilômetros do Plano Piloto, entre o Lago Norte e a cidade de Sobradinho. Apesar dos estragos, não houve vítimas humanas.
  Sem chuvas há 80 dias, Brasília vive um dos mais rigorosos períodos de estiagem. Pelo quinto dia consecutivo, a umidade relativa do ar ficou abaixo de 20% e a Defesa Civil decretou estado de alerta. Os incêndios se intensificaram e já somam mais de 30 focos ao dia. Desde maio, quando começou tecnicamente a seca, foram registradas 3.125 ocorrências, quase 50% mais do que no ano passado. As chamas destruíram 4.669 hectares em incêndios. Mais de 90% deles, segundo o Comando dos Bombeiros, resultaram de ação humana, seja por descuido ou intenção criminosa.
  Todo ano, a capital do País vive um período de grande desconforto entre os meses de maio e setembro, quando a umidade do ar desce aos níveis de deserto, abaixo de 30%. Uma ponta de cigarro na beira da estrada, a queima de lixo de forma inadequada, ou qualquer fagulha acesa por displicência no mato pode causar incêndios descontrolados, inclusive em áreas de preservação ambiental.
  Este ano, focos destruíram centenas de hectares do Parque Nacional de Brasília e da Reserva do Catetinho, que concentram importantes áreas de preservação do bioma do Cerrado. No Colorado, as chamas começaram por volta das 9 horas e se espalharam rapidamente e deram muito trabalho à brigada de 40 bombeiros. O incêndio só foi contido com a ajuda de um helicóptero e um avião do tipo air tractor, capaz de despejar 3 mil litros de água e produtos anti-incêndio em cada sobrevoo.
  Desde julho, essa é a terceira vez que o governo decreta estado de alerta. Nas escolas, estão proibidas atividades físicas ao ar livre entre 10 horas e 17 horas. Foram adotadas também restrições nas atividades externas do serviço público e reforço no sistema de saúde, em razão da grande procura, sobretudo de crianças acometidas por problemas respiratórios.

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