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EM 16 ANOS, 1.366 MOTOCICLISTAS MORRERAM NAS VIAS DO DF



Antônio, Tatiana, Daniel, Tarcísio e tantos outros brasileiros são vítimas do que os especialistas chamam de epidemia: os acidentes com motos. Em 15 anos e 10 meses, as autoridades de trânsito do Distrito Federal contaram 66.441 colisões sobre duas rodas. Em 1.791, a vida de uma ou mais pessoas ficou pelo asfalto ou foi interrompida em até 30 dias após o fato. Nos 64.650 restantes, os envolvidos escaparam com arranhões ou sequelas graves
No caso do analista de sistemas Antônio Eduardo Mendes, 55 anos, o sonho de conduzir uma moto foi adiado por três décadas, após ele perder um irmão em acidente com motocicleta. “Ele atendeu ao pedido da minha avó e se desfez da moto que tinha à época”, conta o piloto de avião Daniel de Oliveira Mendes, 25 anos, filho de Antônio. Mas há cerca de três anos, a paixão pelo veículo aflorou, e Antônio marcou data para retomar o antigo desejo: assim que o filho Daniel se formasse. Enquanto isso, fez cursos para readquirir a habilidade de conduzir sobre duas rodas.
Em cima de uma Harley Davidson, ganhou a estrada: Petrópolis, Belo Horizonte e cidades goianas nos arredores do DF eram destinos frequentes. Na tarde ensolarada de 22 de maio deste ano, no entanto, a moto de Antônio foi atingida na traseira por um Hyundai ix35, na 1ª Avenida do Sudoeste, logo após um quebra-molas. O analista de sistemas voltava de Goiânia com uma amiga, a servidora pública Tatiana Martins, 44. Ele morreu na hora. E foi mais um a entrar para o grupo de 1.366 motociclistas mortos entre 2000 e outubro no Distrito Federal, segundo dados do Departamento de Trânsito (Detran). Esse número é ainda maior porque não inclui caronas, pedestres e outros condutores que perderam a vida em ocorrências envolvendo motos.
Fonte: Correio Braziliense

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