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OPERAÇÃO AFRODITE COMEÇA VISTORIAS NOS MOTÉIS DE BRASÍLIA.

Começaram, nesta quarta-feira (31), as fiscalizações da terceira edição da Operação Afrodite, previstas para 32 motéis de Brasília até 16 de junho. Os fiscais da Defesa Civil verificam se os estabelecimentos são seguros, em razão da proximidade do Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, quando o movimento aumenta.
O nome da operação é uma referência à deusa do amor da mitologia grega. No primeiro dia, foram visitados dois motéis, um em Ceilândia e outro no Núcleo Bandeirante. O plano é que as vistorias sejam feitas em quatro estabelecimentos por dia.
Em ambos, verificaram-se os dispositivos de segurança (como extintores de incêndio), as iluminações de emergência, a documentação, as cozinhas, as caldeiras e as centrais de garagens.
Caso os agentes encontrem infrações, podem agir conforme o nível de risco. “Se o problema for pontual, o prazo é de 7 a 30 dias para que o estabelecimento comece a resolver”, explicou a coordenadora de Riscos e Desastres da Defesa Civil, major Solange Ribeiro, do Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Segundo ela, o estabelecimento deve entregar no prazo, pelo menos, um laudo de que as correções estão em andamento. Caso contrário, ele é interditado. Se o problema no motel envolver danos emergenciais, como risco iminente de incêndio, a interdição também será feita.
Nenhum dos dois motéis vistoriados hoje foi notificado. No ano passado, dos 32 estabelecimentos mapeados em Brasília, sete receberam alguma notificação, e nenhum foi interditado.
São sete agentes da Defesa Civil envolvidos na Operação Afrodite, com três duplas sob o comando da major Solange. Eles fazem as vistorias nos períodos da manhã e da tarde, quando há baixa movimentação, em respeito à privacidade dos frequentadores.
Operação orienta estabelecimentos sobre segurança
Além de verificar as condições gerais, os agentes da Defesa Civil informam sobre mudanças que serão feitas no Código de Obras e Edificações do DF, para que os estabelecimentos estejam em dia quando as alterações forem publicadas. Uma delas é a instalação do dispositivo diferencial residual (DR) de segurança.
Segundo a major Solange, o dispositivo reconhece fugas de sistemas e desliga o circuito elétrico do local imediatamente. “Eles não são obrigados a ter o dispositivo instalado pela legislação ainda, mas se o tiverem, o estabelecimento estará mais seguro”, destacou.
Se os frequentadores tiverem alguma denúncia de segurança contra motéis, podem entrar em contato pelos telefones (61) 3362-1935 e (61) 99427-5076.
Fonte: Agência Brasília

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