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HIPÓTESES: DISTRITÃO 2014 DEPUTADO FEDERAL

A imagem acima é extraída do blog da Deputada Renata Abreu - PODEMOS/SP)
Por Política DF em Números
A Comissão Especial que analisa mudanças nas regras eleitorais (PEC 77/03) aprovou, na madrugada de quinta-feira 10/08/2017, um destaque de autoria do PMDB ao parecer do Relator, Deputado Vicente Cândido (PT-SP), instituindo para as eleições 2018 o chamado “Distritão”.
Trata-se, para as eleições proporcionais (Deputados Federais, Estaduais e Distritais em 2018), da eleição dos candidatos mais votados, em turno único, em 27 Distritos no território nacional, equivalentes aos Estados e ao Distrito Federal.
O parecer da Comissão, que propõe outras modificações, em particular em matéria de financiamento, terá de obter 3/5 dos votos do plenário para seguir para o Senado Federal.
Comentário do blog:
Os efeitos práticos da mudança do sistema seriam uma compreensão mais fácil do resultado das eleições proporcionais por parte do eleitor, que frequentemente estranha os diferentes cálculos (quocientes partidário e eleitoral, média pelo método d´Hondt) permitindo a eleição de candidatos menos votados que outros que acabam suplentes, às vezes nem isso.
Da mesma forma, os votos de legenda, as coligações (que viram desnecessárias) até mesmo a figura do “puxador de votos” seriam eliminados no Distritão. O número de candidatos também seria drasticamente reduzido: a um partido, interessará concentrar os votos em pouquíssimos candidatos já que os votos a candidatos menores seriam inúteis. Partidos de maior porte provavelmente organizarão prévias, eventualmente abertas além dos filiados, para verificar a densidade eleitoral dos pré-candidatos afim de maximizar as chances.
Para os partidos menores, há risco de diminuição da participação feminina legal, já que vão preferir lançar um ou dois candidatos (sem incorrer no percentual mínimo de alternância de sexo) ao invés de três ou quatro. Há também um risco à “renovação” nos partidos apoiados em nomes conhecidos, que procurarão assegurar seus mandatos.
A figura do “puxador de voto”, onde são frequentemente citados os exemplos de Enéas Carneiro, Clodovil, Tiririca ou Celso Russumanno, é na verdade quase anedótica, e não modifica radicalmente o resultado. Particularmente nas últimas eleições, onde os candidatos “puxados” tiveram votação razoável, mesmo quando inferior a outros não eleitos.
Tomando a hipótese da implantação do Distritão nas eleições para Deputado Federal em todos os Estados na eleição 2014, o resultado teria modificado 45 cadeiras, ou seja menos de 10 % da Câmara eleita.
Este exercício é puramente matemático, já que com o sistema Distritão, a estratégia dos partidos teria sido completamente outra, como já comentamos.
Confira a lista dos Deputados eleitos que não o teria sido se tivesse o Distritão em 2014 (por Estado) > Hipo Distritão BR 2014 não eleitos
Confira a lista dos Deputados não eleitos que o teria sido se tivesse o Distritão em 2014 (por EStado) > Hipo Distritão BR 2014 eleitos
Teria havido um ganho significativo de cadeiras para PMDB e PSD (ambos contando 5 eleitos a mais) enquanto PHS e PV teriam perdido 3 cada.
Confira o ranking de ganhos/perdas por partido > Hipo Distritão BR 2014 rank


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