LAGOAS DE DETENÇÃO DE VICENTE PIRES SÃO APROVADAS NA PRIMEIRA PROVA DE PRECIPITAÇÃO


A água da chuva, agora, tem para onde ir em Vicente Pires. É que as lagoas de detenção construídas como parte das obras de infraestrutura da região foram aprovadas na primeira prova de precipitação. Das 23 estruturas previstas, 14 ficaram prontas e seis estão em processo final de execução. Assim, o escoamento ocorre mais rapidamente e os danos são reduzidos. Dos R$ 222 milhões investidos na urbanização da área, R$ 75 milhões foram destinados neste ano. 
A função da lagoa é receber água da chuva e dissipar energia dela, para levar aos córregos de maneira que a gente não provoque danos ambientais”, revela o subsecretário de Fiscalização de Obras, Sérgio Antunes Lemos. Ele explica que a correnteza é captada pelas bocas de lobo e vai para as galerias subterrâneas até chegar aos dissipadores. Isso tudo é possível graças às intervenções de urbanização e regularização da cidade. 
Nos dissipadores, há quebra da energia e redução da velocidade da água, que chega à lagoa e à natureza sem causar danos. As intensas pancadas de chuva desta semana foram termômetro para o bom resultado das intervenções concluídas. Daniel de Castro, administrador de Vicente Pires, conta que dez minutos após as precipitações, as ruas já estavam limpas, longe da realidade vivida um ano atrás. 
A gente percebe transtorno onde ainda há obras de drenagem, mas vimos que a medida funcionou bem. A água, que era para ser lama nas ruas, agora vai para a bacia. Minimizamos o estresse da nossa população, que vai reconhecer bem [o trabalho] no ano que vem, quando terminarmos as obras”, afirma o administrador. Ele lembra que essas construções protegem as casas dos moradores. 

Para deter a correnteza 
A maior lagoa de detenção fica na Rua 4. Com 11,5 mil metros quadrados de extensão e 3,5 metros de profundidade, ela tem capacidade de armazenamento de até 33 milhões de metros cúbicos. A vazão é de uma piscina olímpica a cada dois minutos. Vizinho à construção, o eletricista Edinelson Marques, 60 anos, diz perceber a mudança na realidade da região com chuvas. 
Ele mora na cidade há 13 anos e viu a transformação com proliferação de condomínios sobre o terreno de colônia agrícola, arenoso, sem sistema de drenagem pluvial e em meio a diversas minas d’água. “Água mesmo não fica na rua, só lama, o que é normal, já que tem obras para todos os lados”, conta. O eletricista diz que nunca tinha presenciado tanta intervenção ao mesmo tempo por ali. 
O terreno de Vicente Pires tem um declive de 120 metros desde Taguatinga até a região do Jóquei. Por isso, a força da água em dias de chuva é muito grande. Dissipadores servem para reduzir a velocidade e impedir o assoreamento dos córregos para onde a água da chuva é direcionada. 
São grandes placas de pedras em caixas de tela de arame por onde a água entra, perde velocidade e mantém o fluxo de escoamento. Se chega com força e cai direto na natureza, causa erosão e consequente assoreamento. É, por exemplo, o que a Secretaria de Obras termina de fazer na chácara 50 da Rua 3. 
Ali a estrutura final está pronta, enquanto a galeria de ligação de águas pluviais, com dois metros de altura e de largura, passa pelas últimas intervenções. A previsão é que tudo esteja concluído até o início de novembro, levando mais segurança e qualidade de vida aos moradores da região. 
Darione Oliveira, coordenador de Obras da Administração de Vicente Pires, explica que essa bacia recebe as correntezas das ruas 8 e 3. “A água da chuva que cai pelas bocas de lobo é canalizada e cai no dissipador, onde quebra a velocidade até chegar ao córrego sem derrubar vegetação ou causar erosão”, conta.  
De certa forma, [o trabalho] causa transtorno à população por causa do barro, mas  é um mal necessário: não se faz omelete sem quebrar o ovo”, compara o subsecretário de Fiscalização de Obras. Ele estima que nos próximos 15 dias a drenagem na Rua 3 esteja concluída, permitindo o funcionamento do dissipador.
De acordo com Sérgio Lemos, tudo é feito para evitar problemas que a população vem sofrendo há anos. “Estamos trabalhando árdua e duramente para que isso dê melhor qualidade de vida à população”, garante. 
Fonte: Agência Brasília
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