DAMARES RELATA PERSEGUIÇÃO E DIZ: NÃO VÃO NOS INTIMIDAR”

Por Gabriela Doria 
Ministra foi a convidada da live do Pleno.News desta segunda-feiraA ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi a convidada da live do Pleno.News desta segunda-feira (24). Em conversa com a editora Virgínia Martin, Damares comentou sobre os recentes casos de pedofilia que vieram à tona e chocaram o país e o quanto tem sido perseguida por tentar combater este mal.
– Desde que comecei [a tratar] desse assunto [abuso sexual], eu tenho sido extremamente perseguida. Nas últimas semanas fui perseguida e atacada e eu avisei ao Brasil que eu continuaria. Cada vez que tentamos avançar nessa pauta, minha vida vira uma confusão, começam a criar denúncias e calúnias, para me desmotivar a continuar nessa luta em defesa da criança. Mas agora temos um governo que tem coragem de avançar nessa pauta. […] Não vão nos intimidar. Enquanto eu for ministra, iremos conduzir a proteção da criança – garantiu Damares.Alvo constante de grupos de esquerda, Damares relatou a série de perseguições que vem sofrendo, incluindo a acusação de que a defesa intransigente dos direitos da criança é, na verdade, uma “conspiração para a direita se manter no poder”.
– Começaram a dizer que nossa luta é uma linguagem da direita contra a esquerda, que essa coisa de pedofilia é um exagero da ministra. Não é conspiração e nem discurso da direita, é violência contra a criança, algo que sempre existiu no Brasil e que precisamos dar um basta. […] Isto é sangue, dor, sofrimento, destruição de vidas, […] são agressões que precisam ser contidas – protestou.
Damares continuou, e disse que as diferenças entre esquerda e direita deveriam ser esquecidas quando o assunto é a proteção de crianças.
– Tínhamos que esquecer as diferenças partidárias e políticas [neste momento]. Na última semana, teve a acusação que o nosso ministério vazou o nome e o endereço da menina estuprada pelo tio no Espírito Santo. […] Partidos de esquerda fizeram requerimento de convocação da ministra que defende criança, politicagem pura. Nesse quesito infância, temos que esquecer diferença política e ideológica e encontrar uma solução para proteger as crianças – avaliou a ministra.
Questionada sobre se já pensou em desistir do cargo por causa dos ataques, Damares admitiu que sim. Ela citou os momentos em que quis deixar a pasta.
– Uma vez quando colocaram minha filha em evidência, quando fui acusada de ter sequestrado ela. [Inventaram] que fui na aldeia dela e tinha sequestrado ela. O Brasil sabe do trabalho que faço nas aldeias e foram na aldeia dela, entrevistaram a vozinha dela, mostraram o rosto da minha filha, sem a permissão dela. Ela foi perseguida na rua e teve que cortar o cabelo para não ser identificada. [Naquele momento] pensei que minha filha não tinha que pagar por uma escolha minha – lembrou.
Damares também citou o episódio em que um jornalista debochou de seu testemunho sobre o abuso que sofreu e o encontro com Jesus no pé de uma goiabeira.
– Ele escreveu zombando da minha dor, quando contei ao Brasil que fui estuprada aos 6 anos, e que nos meus momentos de dor eu subia no pé de goiaba. Contei isso numa igreja, esse vídeo vazou, riram de mim e virei a ministra da goiabeira. Esse jornalista escreveu de forma irônica que perdi a chance de transar com Jesus aos 6 anos no pé de goiaba. Pensei que, para me atacar, ele atacava meu Senhor. Sempre me atacaram pela fé, mas agora foi o inverso, atacaram meu Senhor. Me questionei: “será que compensa ser ministra e trazer desonra ao Senhor, fazer Ele ser atacado?”. Tudo que eu queria era que ele fosse exaltado. Tudo que eu queria era respeito ao meu Deus – afirmou.
Apesar desses episódios, Damares segue firme no cargo e na política de enfrentamento à violência contra crianças. No entanto, ela afirma que os criminosos encontram maneiras diferentes e ardilosas de cometerem os abusos, que se tornaram mais amplos com a internet.
– Hoje, por exemplo, eles [abusadores] usam a própria criança para gerar imagens delas, o nude. Isso é também uma forma de abuso. Pesquisas mostram que crianças de 8, 10, 12 anos, já enviaram, pelo menos uma vez, um nude para algum coleguinha. Mas será que é coleguinha mesmo? Esta “brincadeira” de fazer nudes pode estar alimentando uma rede de doentes criminosos, que precisam ser contidos. É tudo muito dinâmico, isso muda todo dia. Não é [só] mais o cara da esquina ou o homem que bebeu muito e passou a mão em uma menina – afirmou.
Questionada sobre uma maneira efetiva de reforçar o combate a esse crime, Damares afirmou que não há uma única medida, mas várias. A castração química, por exemplo, voltou a ser discutida após o estupro da menina de 10 anos que engravidou do tio.
– A castração não vai resolver a violência sexual contra a criança. Pode ajudar a conter, a causar algum impedimento, mas não resolve. A castração inibe o desejo, a ereção, mas o predador tem madeira, garrafa, ferro, pau. O predador de criança vai usar outros instrumentos. Nossa esperança não pode ser a castração. Não quero que a sociedade pense que aprovando isso, está tudo resolvido no Brasil. Isso não é solução. A gente tem que caminhar em programas de conscientização, educação e prevenção – apontou.
Fonte: Pleno News

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