EM TODO O PAÍS, CASAS DE MOVIMENTO PRÓ-VIDA ACOLHEM MULHERES QUE DECIDIRAM NÃO ABORTAR

Grupos pró-vida de todo o país vão muito além das orações e dos protestos contra o aborto: acolhem e dão suporte a mulheres grávidas que não quiseram matar seus filhos
“Eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança; um assassinato direto da criança inocente – assassinato cometido pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até o seu próprio filho, como podemos dizer para as outras pessoas não matarem umas às outras?”
(Santa Teresa de Calcutá)
O aborto da menina de 10 anos que engravidou do tio após quatro anos seguidos de abusos reacendeu no país a discussão sobre o aborto. De um lado, cristãos pró-vida rezavam e manifestavam-se contra o procedimento — sem eufemismos, o assassinato —; de outro, feministas comemoravam o crime. 
Não há, porém, apenas dois lados nessa história. Quem acompanhou atentamente as discussões, leu os comentários na internet ou conversou com os vizinhos e parentes sobre o caso percebeu que há uma massa pouco informada, cheia de boas intenções, doutrinada por anos de TV Globo, mas que, sobretudo, perguntou-se honestamente: e a criança de 10 anos?
A preocupação desse grupo é compreensível e muitas vezes utilizada estrategicamente por grupos abortistas que venderam bem a narrativa — com ajuda da mídia tradicional — de que os movimentos pró-vida só se preocupam com a vida do “feto”, e nunca com a da mãe. Mas eles não estão com a verdade: casas de acolhimento a mulheres que decidiram não abortar, espalhadas por todo o país, provam o contrário.
Esses projetos oferecem, gratuitamente, estadia, refeições e apoio psicológico e espiritual, além do acompanhamento pré-natal e da oferta de cursos profissionalizantes para mulheres que decidiram não abortar, sejam elas vítimas de estupro ou não. A maioria sobrevive com pouco ou nenhum recurso estatal, mas principalmente da doação de pessoas pró-vida e, é claro, da Providência Divina. 
Conheça algumas dessas casas e, se puder, contribua
.CASA DA GESTANTE
Um desses locais é a Casa da Gestante Pró-Vida, fundada pela professora Doris Hipólito. O local, que funciona em Nova Iguaçu (RJ), está em funcionamento desde 2007. Mas o trabalho de Doris começou bem antes, em 1991, quando ela fundou a missão pró-vida na Diocese do município. 
A professora — que também é pedagoga, orientadora educacional e, sobretudo, mãe e avó — relata que quase 30 anos atrás descobriu que suas alunas da sétima e oitava séries estavam engravidando e recorrendo ao aborto. “Foi neste contexto que busquei ajuda do Monsenhor Ney Sá Earp, fundador do Movimento Pró-Vida no Brasil. Ele me incentivou a estudar e a proferir a palestra para as minhas alunas. Foi assim que tudo começou”, contou Doris.
Depois de cada palestra, era comum que alguma aluna lhe confidenciasse alguma gravidez e, diante dessa situação, Doris começou a se comprometer a dar toda a assistência necessária para evitar o aborto. “O grupo das gestantes dissuadidas de abortar crescia e passei a ter com elas um encontro semanal onde recebiam formação espiritual e formação humana: Método Billings, castidade, DSTs, etc”.
Em 2007, as circunstâncias levaram a professora a decidir alugar uma casa para seguir com o trabalho. Foi quando ela precisou ajudar uma gestante que era deficiente mental e física, que morava embaixo de uma passarela com um companheiro que era usuário de drogas e violento. “Os números de gestantes com esse perfil aumentavam, de forma que hoje temos duas casas e quatro núcleos de atendimentos nos municípios de Nilópolis, Nova Iguaçu e Belford Roxo”.
Doris disse que já atendeu mais de 3.000 mulheres que desistiram do aborto, além de ter ajudado na conversão de três aborteiros. Ela afirma que o público atendido pela casa é predominantemente de adolescentes.
Ela relembra um caso polêmico atendido pelo trabalho da Casa da Gestante, de uma menina de 14 anos vítima de estupro.
“A gestante estava com 17 semanas de gestação e com autorização judicial para fazer o aborto. Imediatamente foi à Casa da Gestante acompanhada de um Padre e, pela graça de Deus, a família desistiu de abortar. Depois da desistência, recebi várias ameaças via telefone e pessoalmente”, conta.
O bebê nasceu e eu sou a madrinha, hoje ele é professor de português e um exemplo para toda família. São inúmeras histórias de vidas salvas do aborto criminoso”.
A Casa da Gestante oferece formação humana e cristã, cursos profissionalizantes e apoio para a continuação dos estudos. Também realiza exames laboratoriais e ultrassonografias em clínicas particulares. O projeto sobrevive de doações, trabalho voluntário de ex-gestantes atendidas e, principalmente, da Providência Divina.
Contato: (21) 3762.1873 / (21) 994701917 e 986663579
CHAMA
O abrigo Chama (Centro Humanitário de Amparo à Maternidade), localizado no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (Ceará), faz esse mesmo trabalho.
Larissa Barros, que coordena o projeto, conta que o trabalho começou e m 2011, quando um grupo de pessoas motivadas pela defesa da vida começou a fazer visitas, orientações e apoio junto aos serviços básicos de saúde e de assistência social, mas logo percebeu a necessidade de um lugar para atender essas gestantes. Em 2015, o Chama foi inaugurado.
Ela afirma que o local fornece “atendimento diário e integral às grávidas em situação de vulnerabilidade pessoal, familiar e social, encaminhadas pelos órgãos competentes ou por demanda espontânea”. O abrigo tem capacidade de acolher, ao mesmo tempo, 14 mulheres. 
São desenvolvidos projetos para fortalecimento de vínculos familiares e esclarecimento sobre os direitos sociais das gestantes, além de qualificação técnica e atividades voltadas para a prática da maternidade. São desenvolvidas atividades semanais de saúde, estética, culinária, artesanato e terapias holísticas.
“A instituição garante o acolhimento e uma série de ações em prol do benefício da mulher, além de encaminhamento para exames de pré-natal e parto nas unidades da rede de saúde”, explica Larissa.
As mulheres podem permanecer no local por todo o puerpério ou até conseguir ter condições de se manter fora de lá. Larissa faz questão de dizer que o acolhimento não é compulsório e que “o desligamento dependerá de como estão se dando as possibilidades de construção dos projetos de vida das mulheres”. 
Larissa conta que, até o momento, mais de 60 mulheres já foram atendidas no Chama. A maioria era vítima de violência ou usuárias de drogas. “Muitas vezes essa gestação decorre dessa violência e a mulher tem a opção de continuar a desenvolver essa gestação, mas não a maternidade. Nesses casos, atuamos junto ao Conselho Tutelar e a Vara Especializada pata encaminhamento do processo de adoção legalizada”, relata.
A coordenadora do Chama diz que também há casos de mulheres que, mesmo tendo sofrido abuso sexual, optam por cuidar do bebê. 
Contato: (85) 98683.1169
LAR PRESERVAÇÃO DA VIDA

Em Maringá (PR), há outro projeto que estende a mão para as duas vidas: é o Lar Preservação da Vida, fundado em 1987 por Helena Carmen Bressan. Até o momento, 1.885 bebês foram salvos do aborto e, portanto, o mesmo número de mães foram atendidas.Fátima Sato, coordenadora do local, conta que as mulheres acolhidas vivem como se estivessem em suas próprias casas. “Elas fazem geralmente o que se faz em um lar. Cuidam da limpeza, organizam seus pertences e são acompanhadas por nossa equipe técnica de pré-natal e outras necessidades que tiverem. Temos uma psicóloga, uma assistente social e duas educadoras sociais”, diz. 
Dentre as mulheres acolhidas, 237 eram vítimas de violência doméstica. Há algumas mães que permanecem no lar durante toda a gestação e puerpério, enquanto outras recebem apenas um direcionamento inicial. O Lar funciona com 40% de recursos públicos e o restante por recursos próprios, a maior parte arrecadada por doações.
Contato: (44) 3226-2123
ASSOCIAÇÃO GUADALUPE
A Associação Guadalupe funciona em São José dos Campos (SP). Fundado em 2013 pela assistente social Mariângela Consoli de Oliveira, o local oferece projeto socioeducativos e preventivos.
São o Futuras Mães, que consiste no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos familiares; Colo de Mãe, que oferece acolhimento integral transitório as gestantes em vulnerabilidade e/ou em situação de risco pessoal no ambiente onde vivem; Creche Guadalupe, que acolhe os filhos das mulheres atendidas pela entidade; e Anjos da Guadalupe, que oferece às gestantes e seus bebês, um atendimento pós-parto através de visitas domiciliares, com agentes capacitadas ao manejo do aleitamento materno.
As mães recebem informações de uma equipe multiprofissional como nutrição, ginecologia/obstetrícia, fonoaudiologia, psicologia, assistência social, enfermagem, aconselhamento jurídico, odontologia, pediatria e outros, bem como palestras sobre aleitamento materno, cuidados com o bebê, sustentabilidade, empreendedorismo para geração de renda e outras atividades, como, costura, artesanatos, etc.
De 2019 até agora, mais de 350 mães já foram atendidas pela Associação. A casa tem espiritualidade católica e abre as portas todas as semanas para a comunidade participar de suas missas e adoração ao Santíssimo Sacramento. 
Site: http://associacaoguadalupe.org.br/
Contato: (12) 3341 – 8536 / (12) 99743-4661
Fonte: Brasil Sem Medo

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