75% DOS MORADORES DO PARK WAY, NÚCLEO BANDEIRANTE E DA CANDANGOLÂNDIA SENTEM-SE SEGUROS EM SUAS CIDADES

Moradores do Park Way, do Núcleo Bandeirante e da Candangolândia se sentem seguros em suas cidades e quadras. É o que indica uma pesquisa ativa feita pelo 25º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para fortalecer, ainda mais, as estratégias de atuação nesses pontos. Durante três dias, militares aplicaram um questionário às comunidades para obter retorno das impressões sobre a segurança nas ruas.
O resultado foi positivo. Dos 141 questionários respondidos, 75% deram nota superior a 8 para a sensação de segurança, em uma escala que ia até 10. Nas situações que necessitaram de acionamento da corporação nessas localidades, a maioria dos crimes registrados foi de menor potencial ofensivo, como perturbação do sossego, uso e porte de substância entorpecente, roubo a transeunte e invasão de domicílio.
Entre os abordados no Park Way, 81% de moradores disseram se sentir seguros nas cidades, enquanto 77% têm a mesma sensação dentro da quadra. Ali, as principais situações que precisaram de intervenção policial foram patrimoniais, como furto e roubo a residência. “A configuração dessa região é um pouco diferente”, avalia a advogada Marcela Gonçalves, 46 anos, moradora da Quadra 26. “Muitos condomínios têm porteiros, o que fortalece a segurança. Ainda assim, é importante ter presença policial”.
No Núcleo Bandeirante, 78% deram retorno positivo, acima de nota 8, enquanto a sensação de tranquilidade chega a 83% ao se aproximar das casas, nas quadras residenciais. Última região administrativa considerada, a Candangolândia também teve alto percentual de resultados: aproximadamente 75% das pessoas se sentem seguras na cidade em que moram, enquanto 81% têm esse sentimento na quadra de suas residências.
“Acho que a gente tende a ficar mais confortável de acordo com a proximidade de casa, mas sei que não podemos vacilar”, adverte o estudante João Gabriel Martins, 19 anos. Morador do Núcleo Bandeirante, ele diz que não chegou a responder ao questionário, mas valoriza a ação. “É importante ter essa aproximação da polícia com a comunidade”, acredita.
Grau de satisfação
A ideia de aplicar o questionário foi do comandante do 25º Batalhão da PMDF, major Everaldo Aragão. “Temos diversas ferramentas de pesquisa junto à Secretaria de Segurança Pública: indicadores, dados estatísticos, ocorrências, manchas quentes”, aponta. “Direcionamos nosso trabalho conforme metodologia científica. Para intensificar isso, eu queria saber o grau de satisfação da população à qual prestamos o serviço e com quem temos contato direto”.
Durante três dias, foram feitos pontos de abordagem, uma espécie de blitz educativa. A iniciativa deu tão certo que a população saiu de dentro dos condomínios e procurou os policiais para responder o questionário. “Nós trabalhamos muito, todos os dias, mas gostaríamos de saber se esse trabalho é observado, sentido pela população, porque nosso objetivo é prestar serviço de qualidade”.
Para o major, a grande procura dos moradores pelos questionários surpreendeu: “Nos impactou muito positivamente. Esperávamos resultado positivo, mas não tão positivo. Isso significa que estamos próximos da população, visando atender de forma melhor, mais rápida e com qualidade”.
Isso não coloca o batalhão em zona de conforto. Pelo contrário, o comandante vê a distância dos 100% como algo a ser trabalhado. “Nossa vontade é fazer sempre mais”, avisa. “Nosso intuito é fazer um policiamento eficiente, integrado, cada vez melhor, para dar não só sensação de segurança, como segurança em si para a população”.
Combate diário
Responsável pelo policiamento ostensivo nas ruas do DF, a Polícia Militar trabalha com ações e operações diárias de combate à criminalidade. “Sempre temos atuações visando ao policiamento preventivo e à visibilidade”, destaca o major Aragão. “Sabemos que as pessoas se sentem mais seguras quando veem a polícia nas ruas. Isso não basta, tem que ter efetividade. São somatórios, então as ações visam aliar os dois pontos”. Por enquanto, não há previsão de que o modelo de questionário seja levado a outros batalhões.
“Iniciativas como essa, que buscam identificar a percepção do cidadão sobre crime e violência, são essenciais para aperfeiçoamento das ações de segurança pública”, valoriza o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres – que ressalta a importância da aproximação com a sociedade. “Podemos tornar nossas ações cada vez mais eficientes para garantir que a população esteja e se sinta segura”, avalia.
Fonte: Agência Brasília

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