SEM COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA “QUEREM NOS EMPURRAR UMA VACINA EXPERIMENTAL. SUGIRO CAUTELA”

Vacinas normalmente requerem anos de pesquisa e testes antes de chegar ao público
(Ny Times / National Geographic) Normalmente, pode levar de 10 a 15 anos para levar uma vacina ao mercado; a mais rápida de todos os tempos – a vacina contra caxumba – exigiu quatro anos, na década de 1960.
Mesmo depois que uma vacina é aprovada, ela enfrenta obstáculos potenciais quando se trata de aumentar a produção e distribuição, o que também inclui decidir quais populações devem obtê-la primeiro – e a que custo.
Muitas  permanecem na chamada fase quatro, um estágio perpétuo de estudo regular.
Pesquisadores em todo o mundo estão trabalhando sem parar para encontrar uma vacina contra o SARS-CoV-2, o vírus que causa a pandemia COVID-19.
Teoricamente, esse esforço incansável significa que uma vacina acelerada poderia chegar ao mercado em qualquer lugar do final de 2020 até meados de 2021.
Pesquisadores estão testando 44 vacinas em ensaios clínicos em humanos, e pelo menos 92 vacinas pré-clínicas estão sob investigação ativa em animais.
Algumas tentativas irão falhar e outras terminarão sem um resultado claro, porém, espera-se que algumas vacinas possam ter sucesso em estimular o sistema imunológico e produzir anticorpos eficazes contra o vírus.
O processo de teste de vacinas – Ciclo de desenvolvimento
TESTE PRÉ-CLÍNICO : Os cientistas testam uma nova vacina nas células e depois a administram a animais como camundongos ou macacos para ver se ela produz uma resposta imunológica. Confirmamos 91 vacinas pré-clínicas em desenvolvimento ativo.
ENSAIOS DE SEGURANÇA DA FASE 1 : Cientistas administram a vacina a um pequeno número de pessoas para testar a segurança e a dosagem, bem como para confirmar se ela estimula o sistema imunológico.
ENSAIOS EXPANDIDOS DA FASE 2 : Cientistas administram a vacina a centenas de pessoas divididas em grupos, como crianças e idosos, para ver se a vacina age de maneira diferente neles. Esses testes reforçam ainda mais a segurança da vacina e a capacidade de estimular o sistema imunológico.
ENSAIOS DE EFICÁCIA DE FASE 3 : Cientistas dão a vacina a milhares de pessoas e esperam para ver quantas serão infectadas, em comparação com voluntários que receberam um placebo. Esses testes podem determinar se a vacina protege contra o coronavírus. Em junho, o FDA disse que uma vacina contra o coronavírus teria que proteger pelo menos 50% das pessoas vacinadas para ser considerada eficaz. Além disso, os estudos de Fase 3 são grandes o suficiente para revelar evidências de efeitos colaterais relativamente raros que podem ter passado despercebidos em estudos anteriores.
APROVAÇÃO ANTECIPADA OU LIMITADA : China e Rússia aprovaram vacinas sem esperar pelos resultados dos testes de Fase 3. Especialistas dizem que o processo apressado apresenta sérios riscos, entre eles efeitos colaterais ainda não conhecidos.
APROVAÇÃO : Os reguladores de cada país revisam os resultados do ensaio e decidem se aprovam ou não a vacina. Durante uma pandemia, uma vacina pode receber autorização de uso de emergência antes de obter a aprovação formal. Depois que uma vacina é licenciada, os pesquisadores continuam monitorando as pessoas que a recebem para garantir que seja segura e eficaz.
FASES COMBINADAS : Uma maneira de acelerar o desenvolvimento da vacina é combinar as fases. Algumas vacinas contra o coronavírus estão agora em testes de Fase 1/2, por exemplo, em que são testadas pela primeira vez em centenas de pessoas.


Fonte: Diário do Brasil

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