Europa envia tropas à Groenlândia após ameaças de Trump
Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram envio de militares à ilha a pedido da Dinamarca
Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram, nesta quarta-feira (14), o envio de contingentes militares à Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A movimentação ocorre em meio à escalada de tensões internacionais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a incorporação da ilha ao território americano, inclusive mencionando a possibilidade do uso da força.
O governo alemão informou que enviará 13 soldados para a Groenlândia como parte de uma missão de reconhecimento integrada a forças de outros países europeus. O anúncio foi feito em conjunto pelo Executivo alemão e pelo Ministério da Defesa.
Pouco depois, o presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que contingentes militares franceses já estão a caminho da ilha. Segundo Macron, a França atenderá a um pedido formal da Dinamarca para participar da Operação Arctic Endurance, que envolve exercícios militares conjuntos no território groenlandês.
“A pedido da Dinamarca, decidi que a França participará dos exercícios conjuntos organizados na Groenlândia. Os primeiros contingentes já estão a caminho. Outros seguirão”, escreveu Macron em publicação nas redes sociais.
Operação Arctic Endurance
A missão ocorrerá entre quinta-feira (16) e sábado (17) e tem como objetivo avaliar possíveis contribuições militares para reforçar a segurança da região do Ártico, considerada estratégica tanto do ponto de vista geopolítico quanto militar.
Mais cedo, Suécia e Noruega também confirmaram o envio de pessoal militar para a Groenlândia, segundo a agência Reuters, ampliando a articulação europeia em torno da defesa do território dinamarquês.
Reação às declarações dos EUA
O envio das tropas ocorre após declarações reiteradas de Donald Trump sobre a intenção de tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos. A ilha, rica em recursos naturais e estratégica para o controle do Ártico, tem sido alvo de interesse crescente das grandes potências.
As manifestações europeias são interpretadas como um sinal claro de apoio à soberania dinamarquesa e de resistência a qualquer tentativa unilateral de mudança no status político do território.
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