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Trump faz ameaça direta ao Irã e diz: “A AJUDA ESTÁ A CAMINHO”

 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um passo decisivo na escalada de tensão com o Irã ao anunciar publicamente o rompimento de qualquer diálogo com o regime de Teerã e conclamar a população iraniana a tomar o controle das instituições do país. A declaração, feita por meio da rede Truth Social, ocorre em meio a uma das maiores ondas de protestos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Em tom direto e provocativo, Trump afirmou que suspendeu todas as reuniões com autoridades iranianas até que cesse a repressão violenta contra manifestantes. Mais do que isso, enviou uma mensagem explícita ao povo iraniano, incentivando a continuidade das manifestações e prometendo apoio externo.
“Patriotas iranianos, continuem a protestar. Tomem suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos. Eles pagarão um grande preço. A ajuda está a caminho.”
A fala representa uma mudança clara de postura, saindo do campo diplomático para uma retórica aberta de apoio à derrubada do regime. O slogan “MIGA — Make Iran Great Again”, usado por Trump, reforça a intenção de associar os protestos a uma transformação política profunda no país.

Irã em ebulição e repressão crescente
Os protestos se espalharam por diversas cidades iranianas, impulsionados pela crise econômica, inflação elevada, desemprego e forte desvalorização do rial. Até setores historicamente ligados ao regime, como comerciantes do tradicional Bazar de Teerã, passaram a demonstrar oposição aberta.
Segundo informações divulgadas por membros do próprio regime e por organizações internacionais, milhares de manifestantes já morreram, com estimativas que variam entre 2 mil e mais de 6 mil vítimas. A repressão inclui prisões em massa, julgamentos sumários e o bloqueio quase total da internet há mais de quatro dias, segundo a ONG Netblocks.
O governo iraniano, por sua vez, acusa Estados Unidos e Israel de estimularem os protestos e classifica os manifestantes como “terroristas”. Em resposta simbólica, a conta ligada ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, publicou uma imagem retratando Trump como um sarcófago destruído, acompanhada da mensagem: “Ele também será derrubado”.

Risco de escalada internacional
A retórica de Trump acendeu alertas globais. O Qatar advertiu que um confronto direto entre EUA e Irã pode desestabilizar toda a região do Oriente Médio. Já o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu o fim imediato da repressão e afirmou que as demandas do povo iraniano por justiça e igualdade precisam ser ouvidas.
A nova postura americana também ocorre em um contexto mais amplo de endurecimento da política externa dos EUA, com sanções, ameaças econômicas e reposicionamento estratégico frente a regimes considerados hostis.

Mudança de regime ou caminho para o conflito?
A fala de Trump coloca o mundo diante de uma encruzilhada. Para seus apoiadores, trata-se de um apoio legítimo a um povo oprimido por uma ditadura. Para críticos, a declaração pode acelerar uma escalada perigosa, com consequências imprevisíveis para a estabilidade global.
O fato é que o Irã vive um de seus momentos mais frágeis em décadas — e, com os Estados Unidos assumindo um papel explícito no discurso político interno do país, o desfecho dessa crise pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio e além.

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