A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal ganhou novos capítulos nesta semana após bastidores de Brasília revelarem preocupação entre aliados da própria Corte com a postura adotada por ministros ligados ao grupo de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Segundo interlocutores ouvidos nos corredores do poder, cresce a avaliação de que parte do STF estaria em “negação” diante do desgaste provocado pelo escândalo do Banco Master.
Nos bastidores, a ofensiva recente contra figuras políticas como o senador Alessandro Vieira e o ex-governador Romeu Zema acendeu alerta entre aliados dos próprios ministros. A leitura é que medidas vistas como excessivas podem gerar efeito contrário: fortalecer adversários, ampliar críticas populares ao Supremo e alimentar discursos de campanha em ano eleitoral.
A tensão aumenta porque 2026 será marcado pela renovação de dois terços do Senado, justamente a Casa responsável por analisar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Hoje, segundo o texto, já existem dezenas de pedidos parados no Congresso, tendo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli entre os nomes mais citados.
Outro ponto que preocupa interlocutores é o crescimento da rejeição popular ao STF. Pesquisa mencionada no material aponta que a desconfiança da população em relação à Corte chegou a 53%, com índice ainda maior no Sudeste, principal colégio eleitoral do país. O número é visto como sinal claro de desgaste institucional.
Mesmo diante do cenário adverso, integrantes desse grupo no Supremo demonstrariam confiança de que seguem controlando o jogo político em Brasília. A aposta seria de que não existe hoje força suficiente no Senado para abrir processos contra ministros, o que manteria a blindagem institucional.
Enquanto isso, o caso Master segue irradiando efeitos políticos, jurídicos e eleitorais. Nos bastidores, cresce a percepção de que a Corte entrou em uma zona de turbulência rara, onde cada novo movimento pode aprofundar ainda mais a crise de confiança entre Supremo, Congresso e sociedade.

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