O senador Sérgio Moro entrou no debate político e tratou de encerrar, ao menos do seu ponto de vista, a narrativa de enfraquecimento do Partido Liberal no Paraná.
Em publicação nas redes sociais, Moro classificou como “fake news” as informações sobre uma suposta debandada dentro do partido e afirmou que o movimento real foi justamente o contrário: crescimento.
Segundo ele, o PL paranaense mais do que dobrou de tamanho durante a janela partidária, impulsionado pela sua filiação e por novas adesões ao projeto político da legenda.
Crescimento e reestruturação
Para sustentar o discurso, Moro apresentou números e mudanças internas. De acordo com o senador, o partido passou a contar com:
- um senador
- quatro deputados federais, ante dois anteriormente
- doze deputados estaduais, contra cinco na formação anterior
Além disso, destacou a escolha do deputado Filipe Barros como novo presidente estadual da sigla. A mudança, segundo Moro, reforça o alinhamento do partido com a oposição ao governo federal e sinaliza uma reorganização mais agressiva para os próximos anos.
Olho em 2026
A fala do senador também deixou claro que o movimento vai além de uma simples resposta a críticas. Há um planejamento político em curso.
Moro citou o nome de Deltan Dallagnol como aliado estratégico no Paraná e indicou apoio ao senador Flávio Bolsonaro em um possível cenário presidencial.
A articulação aponta para a tentativa de transformar o estado em um dos principais polos eleitorais da direita no país.
Discurso duro e polarização
O ponto que mais repercutiu, no entanto, foi o tom adotado no encerramento da publicação.
Ao convidar novos filiados, Moro fez uma ressalva direta:
“Só não aceitamos petista ou bandido.”
A frase rapidamente ganhou repercussão nas redes e reforça o ambiente de polarização que deve marcar o cenário político até 2026.
Mais que resposta, sinal político
A manifestação de Moro vai além de uma simples negação de crise interna. O movimento mostra um partido em reorganização, buscando ampliar sua base, fortalecer lideranças e antecipar a disputa eleitoral.
No Paraná, o recado é claro: longe de enfraquecido, o PL tenta se consolidar como protagonista no próximo ciclo político.
E, pelo tom adotado, o embate está apenas começando.

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