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Crise do BRB chega ao Fundo Constitucional e revolta forças de segurança do DF

 
A possibilidade de utilização do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) para garantir um empréstimo bilionário destinado ao Banco de Brasília (BRB) abriu uma nova crise política e provocou reação imediata das forças de segurança do DF.
A proposta, discutida nos bastidores após o agravamento da situação financeira do BRB, acendeu o alerta entre policiais civis e delegados, que enxergam risco direto ao orçamento responsável por sustentar segurança pública, saúde e educação na capital do país.
O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) enviou ofícios a deputados federais e à Câmara Legislativa pedindo que o FCDF fique fora de qualquer negociação envolvendo o banco.
A entidade classificou a possibilidade como uma ameaça à finalidade constitucional do fundo.
“O FCDF existe para garantir segurança pública, saúde e educação. Vincular esses recursos ao salvamento do BRB representa grave desvio de finalidade e coloca em risco a estabilidade financeira do Distrito Federal”, afirmou o sindicato.
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo-DF) também reagiu e declarou “veemente preocupação” diante da hipótese de utilização do fundo como garantia financeira para socorrer o BRB.
Nos bastidores, integrantes da segurança pública temem que o avanço da proposta possa comprometer recursos essenciais para manutenção das corporações e investimentos estruturais no DF.
O cenário se tornou ainda mais delicado após o Distrito Federal atingir classificação C na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador fiscal utilizado pelo Tesouro Nacional.
Com a piora fiscal, o GDF enfrenta dificuldades para conseguir aval federal ao empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a um consórcio de bancos.
Até agora, o governo federal não demonstrou disposição em facilitar a operação, aumentando a pressão política sobre o tema.
A crise no BRB explodiu após a compra de carteiras de crédito fraudadas do Banco Master, episódio que passou a ser tratado nos bastidores como a maior turbulência financeira já enfrentada pela instituição brasiliense.
Agora, o temor das categorias da segurança é que o custo da crise recaia justamente sobre áreas consideradas vitais para o funcionamento da capital da República.

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