O empresário Joesley Batista, um dos donos da gigante do setor de carnes JB, teria desempenhado papel central na articulação do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pela agência Reuters e repercutiu na imprensa internacional.
A reunião entre os dois líderes está marcada para quinta-feira (7), em Washington, e vinha sendo discutida desde janeiro, após uma conversa telefônica entre Lula e Trump. Segundo a Reuters, o encontro acabou sendo adiado devido à guerra no Irã e às tensões diplomáticas entre os dois países.
De acordo com fontes ouvidas pela agência, Joesley Batista atuou diretamente nos bastidores para aproximar os dois governos e ajudar na construção da agenda bilateral. O episódio reforça o peso crescente de grandes empresários na articulação política e diplomática envolvendo os Estados Unidos e a América Latina.
Outro detalhe que chamou atenção foi a movimentação de um jato da J&F, grupo controlado pela família Batista. Dados de rastreamento aéreo da FlightAware indicaram que a aeronave estava programada para voar do Colorado até Washington nesta quarta-feira (6).
Relação próxima com a Casa Branca
A aproximação de Joesley Batista com o governo Trump já vinha sendo observada nos bastidores internacionais. Segundo reportagens da Reuters, o empresário participou recentemente de articulações envolvendo a Venezuela e negociações econômicas relacionadas a petróleo, gás e tarifas comerciais.
Outro ponto relevante envolve a relação financeira entre empresas ligadas ao grupo e o ambiente político americano. A Pilgrim’s Pride, empresa americana do setor de aves controlada pela JBS, realizou uma doação de US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, apontada como uma das maiores contribuições individuais divulgadas até agora.
O que será discutido
Segundo integrantes do governo brasileiro, a reunião entre Lula e Trump deve abordar temas econômicos, tarifas comerciais, segurança pública e cooperação internacional no combate ao crime organizado.
A expectativa é de que o encontro também sirva para reduzir tensões diplomáticas acumuladas nos últimos meses e abrir espaço para novas negociações entre os dois países.
Procurada pela imprensa, a J&F afirmou que não comentaria o assunto.

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