Jason Miller afirmou que presidente brasileiro ficou irritado após ser interrompido por Emmanuel Macron em debate sobre inteligência artificial
Uma declaração do conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, provocou repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira (17). Em publicação na plataforma X, o aliado do presidente americano afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se irritado após ser interrompido durante um fórum sobre inteligência artificial realizado paralelamente à reunião do G7.
Segundo Miller, o presidente francês, Emmanuel Macron, precisou encerrar a participação de Lula porque o discurso teria ultrapassado o tempo previsto para a sessão.
"Lula tentou fazer um discurso longo, confuso e prolixo no fórum de IA. Foi tão ruim que Emmanuel Macron teve que intervir e cortá-lo porque ele não parava de falar", escreveu o conselheiro de Trump.
Na mesma publicação, Miller afirmou que Lula teria deixado o local irritado após a intervenção do presidente francês.
"Lula ficou chateado, fez um chilique como uma criança e depois se levantou e saiu", declarou.
As afirmações foram feitas por Jason Miller e não foram confirmadas oficialmente pelo governo brasileiro, pela presidência francesa ou pela organização do evento.
Durante sua participação no encontro, Lula defendeu a regulamentação das plataformas digitais e destacou a necessidade de participação das empresas de tecnologia na construção de um ambiente digital mais seguro e alinhado ao interesse público.
O presidente brasileiro também citou o Pix como exemplo de inovação tecnológica desenvolvida no Brasil e defendeu mecanismos que ampliem a inclusão financeira por meio da tecnologia.
Outro ponto abordado por Lula foi a preocupação com os impactos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e a ampliação das desigualdades sociais. O petista também defendeu uma governança global mais forte para o setor e maior participação de organismos multilaterais, como a ONU, na discussão sobre o futuro da tecnologia.
A publicação de Miller rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos do governo brasileiro, ampliando mais um capítulo das divergências políticas entre aliados de Donald Trump e lideranças da esquerda latino-americana.
Até o momento, o Palácio do Planalto não havia se manifestado oficialmente sobre as declarações do conselheiro americano.


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