O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou que não acredita na possibilidade de ser extraditado para o Brasil enquanto estiver em análise seu pedido de asilo político nos Estados Unidos.
A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil neste domingo (5), durante evento realizado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, antes da partida entre Brasil e Noruega pela Copa do Mundo.
Segundo Ramagem, o pedido de asilo segue tramitando junto às autoridades norte-americanas e ocorre paralelamente ao processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro.
"A gente está em segurança, lutando pelo nosso Brasil aqui nos Estados Unidos", declarou.
Ramagem foi condenado, em setembro de 2022, a mais de 16 anos de prisão por crimes relacionados ao processo que apurou a chamada trama golpista. O ex-diretor da Abin nega as acusações e afirma que responde a uma perseguição política.
Ao comentar sua situação jurídica, Ramagem demonstrou confiança de que permanecerá nos Estados Unidos enquanto o pedido de proteção internacional estiver sendo analisado e afirmou acreditar que, no futuro, poderá retornar ao Brasil.
O processo de extradição depende da análise das autoridades norte-americanas, que deverão considerar os tratados internacionais aplicáveis e a legislação dos Estados Unidos. Paralelamente, o pedido de asilo segue seu trâmite próprio, sendo conduzido pelas autoridades migratórias americanas.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre nenhum dos dois procedimentos.

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