Alta no combustível de aviação impulsiona aumento das tarifas, aponta Anac
Viajar de avião pelo Brasil ficou mais caro em 2026. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens domésticas atingiu R$ 632,53 em maio, um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Anac, o principal motivo para a alta foi o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das companhias aéreas. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro do combustível foi comercializado, em média, por R$ 6,46, registrando alta de 68,5% na comparação anual.
O aumento do combustível foi influenciado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
Apesar da elevação do preço médio, quase metade dos passageiros ainda conseguiu comprar passagens por menos de R$ 500.
Os dados mostram que:
- 20,7% dos bilhetes custaram até R$ 300;
- 28,4% ficaram entre R$ 300 e R$ 500;
- 49,1% das passagens foram vendidas abaixo de R$ 500.
Na outra ponta, 5,4% dos bilhetes ultrapassaram R$ 1.500, valor próximo ao salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.
Especialistas apontam que o comportamento do preço do petróleo e do dólar continuará sendo decisivo para a evolução das tarifas aéreas nos próximos meses.

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