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Armas e livros: caminhos para a liberdade

Por Paulo Briguet
Ditadores conhecem o poder de um bom livro nas mãos de qualquer homem e o poder de qualquer arma nas mãos de um bom homem
Ditadores odeiam armas e livros. Mais precisamente, odeiam os livros que os impedem de tomar o poder pelas armas e odeiam as armas que não os deixam livres para tomar o poder. Ditadores querem o monopólio das armas e dos livros. Eles conhecem o poder de um bom livro nas mãos de qualquer homem e o poder de qualquer arma nas mãos de um bom homem. Um livro bem escrito e uma arma bem utilizada podem salvar muitas vidas e evitar muitas mortes. Inversamente, tanto um livro escrito por um homem mau ─ Mein Kampf, Manifesto Comunista, Manual do Guerrilheiro Urbano ─ e uma arma nas mãos de um facínora ─ Joseph Goebbels, Josef Stálin, Che Guevara ─ podem desgraçar muitas vidas e causar muitas mortes.
Por isso eu não me surpreendi quando Lula disse que o brasileiro precisa “entender que ter livro é melhor que ter arma” e prometeu “substituir os clubes de tiro por clubes do livro”. Sabemos muito quais são as armas e livros que o descondenado pretende permitir e quais os livros e armas que o descondenado pretende proibir. Na cabeça do ex-presidiário, editoras de livros conservadores e clubes de tiros são igualmente perniciosos e devem ser igualmente eliminados. Ao mesmo tempo, livros de aliados ─ por pior que seja a merda que escrevam ─ e proteção armada para os companheiros devem ser financiados com o dinheiro dos pagadores de impostos. É uma das leis centrais da mentalidade esquerdista: “Tudo que eu gosto é direito fundamental; tudo que eu não gosto é crime inafiançável”. Assim, armas e livros, para que se tornem um crime ou um direito, dependem de quem os escreve ou utiliza.
O espetáculo cômico dos seguranças do indigitado, armados até os dentes para “protegê-los dos ataques bolsonaristas” ─ terríveis ataques que consistem em xingamentos merecidos e faixas de protesto, cujo conteúdo é inspirado nas decisões confirmadas em três níveis da Justiça, e anuladas por um partido político travestido de tribunal ─, não deve ser motivo para que o acusemos de hipocrisia ou incoerência. Meus caros sete leitores, já passou do tempo de entendermos que esquerdista não deve jamais ser chamado de hipócrita ou incoerente. Quando você usa uma dessas palavras para definir alguém, pressupõe que a hipocrisia e a incoerência sejam um estado passageiro, não a própria substância da alma da pessoa. Ora, quando um sujeito se torna esquerdista ele já ultrapassou de longa data a possibilidade de não ser hipócrita ou incoerente. A franqueza e a coerência, se um dia existiram, estão mergulhadas no fundo de um abismo de mentira, autoengano e cinismo.
Ditadores odeiam armas e livros porque as duas coisas convergem para aquilo que eles mais temem: a liberdade. O lema do PROARMAS ─ a meu ver, o mais importante movimento da direita brasileira, porque para ser conservador você precisa antes de qualquer coisa estar vivo ─ já diz tudo: “Não é sobre armas, é sobre liberdade”. Como eu sempre gosto de lembrar, as palavras livro e liberdade possuem a mesma origem etimológico: liber, a membrana das árvores com a qual os romanos fabricavam papel. A liberdade, um dom atribuído aos homens no momento da criação, portanto anterior à própria existência do poder político, é odiada porque pressupõe que os autoproclamados donos da verdade ─ “conhecedores do bem e do mal”, não como quem os contempla, mas como quem os define no lugar de Deus ─ possam ser contestados pelas pessoas comuns. Não é por outra razão que os nacional-socialistas alemães queimavam livros e confiscavam armas, desde que fossem as armas e os livros de seus inimigos (como a do campeão olímpico judeu Alfred Flatow, que teve confiscados seus três revólveres pelo regime de Hitler em 1938 e terminou morrendo em um campo de concentração). Os socialistas brasileiros desejam simplesmente fazer a mesma coisa.
Tenho dedicado minha vida inteira aos livros. A lembrança mais remota que tenho na memória é a imagem de meu pai lendo um livro no nosso apartamento da Alameda Barão de Limeira, em São Paulo. Desde aquela época, os livros se tornaram um dos eixos centrais da minha existência. De 2017 para cá, eu e meu amigo Silvio Grimaldo, cientista político e diretor do BSM, temos realizado um trabalho de divulgação dos clássicos da literatura no Paraná e em Santa Catarina. Juntos ou individualmente, já apresentamos mais de 80 obras fundamentais da cultura universal para públicos de todas as idades e perfis. Com a sabedoria encontrada nos grandes livros, estamos dando a nossa parcela de contribuição para resgatar a inteligência nacional ─ e isso é tudo que tipinhos como o descondenado, o xerife e o iluministro menos querem. Livros, ao contrário de canais em redes sociais e contas bancárias, não podem ser tirados da tomada por algum ditadorzinho de toga.
Quanto às armas, apenas repetimos a resposta de Leônidas a Xerxes, quando o tirano persa exigiu que os gregos as entregassem ao exército inimigo:
─ Molon labe.
Venha pegá-las, Lula.
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