Em um movimento que revela a tensão política em Brasília, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou a maior liberação de emendas de 2025 em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF e ao risco de derrota no Congresso.
Segundo dados oficiais, apenas nas últimas duas semanas foram pagos R$ 3,2 bilhões em emendas, sendo R$ 2,3 bilhões em um único dia — valor inédito na atual gestão. A estratégia busca assegurar o apoio de parlamentares e impedir que a proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro avance no Legislativo.
O principal foco do Planalto é o Centrão, especialmente o presidente da Câmara, Hugo Motta, que tem resistido às pressões pela aprovação da medida. Para garantir fidelidade, o governo direcionou mais de 91% dos repasses para emendas individuais, reforçando a base eleitoral dos deputados e dificultando eventuais traições em plenário.
Apesar da ofensiva financeira, o clima no Palácio do Planalto é de preocupação. Integrantes do governo temem que, mesmo com os recursos liberados, a oposição consiga aprovar a anistia e transformar o episódio em uma vitória política, desgastando ainda mais um governo que já enfrenta dificuldades para manter maioria no Congresso.
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