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R$ 100 MIL POR UMA VAGA? Denúncia EXPLOSIVA aponta suposta venda de cargos para médicos e enfermeiros no IGESDF

 
Uma denúncia de extrema gravidade apresentado pelo site em Defesa da Saúde, envolvendo a saúde pública do Distrito Federal colocou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF no centro de um possível escândalo que pode extrapolar a esfera administrativa e alcançar o campo criminal. Profissionais da área médica e de enfermagem relataram supostas tentativas de venda de vagas em processos seletivos da instituição, com cobranças que chegam a R$ 100 mil.
As informações chegaram ao portal S&DS – Em Defesa da Saúde por meio de quatro profissionais que afirmam ter participado de seleções recentes do Instituto. Dois deles aceitaram prestar depoimento sob condição de anonimato, alegando medo de represálias e prejuízos à carreira.

Relatos apontam abordagem após reprovação
Um dos denunciantes, médico radiologista identificado pelas iniciais C.B.O., afirma que foi reprovado em um processo seletivo neste ano. Dias depois, segundo ele, recebeu uma ligação oferecendo a vaga mediante pagamento de R$ 100 mil.
“Foi um choque. Meus dados estavam nas mãos de pessoas que claramente tiveram acesso às informações do processo seletivo. Recusei imediatamente. Hoje trabalho em outro estado, mas fiquei alarmado com a situação”, relatou.
Outro caso envolve o enfermeiro R.A.L., que afirma ter passado por situação semelhante. Após ser eliminado na fase final do certame, recebeu uma ligação, no início da noite, com uma proposta direta: R$ 50 mil para garantir a vaga.
“A pergunta que fica é se a reprovação foi real ou parte de um esquema. A abordagem foi objetiva, sem margem para negociação. Quando tentei marcar um encontro para entender melhor, a pessoa disse que aquela era a última ligação”, afirmou.
De acordo com os relatos, as ligações foram feitas por números privados, o que inviabilizou qualquer tentativa de retorno ou identificação dos interlocutores.

Segurança de dados e possíveis intermediários
Os depoimentos levantam questionamentos relevantes sobre a segurança das informações dos candidatos e a possível atuação de intermediários com acesso a dados sensíveis dos processos seletivos. Ainda não há confirmação se essas pessoas têm vínculo direto com o Instituto ou se se trata de uma rede externa que se aproveita de informações vazadas.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, caso confirmadas, as práticas podem configurar crimes como estelionato, organização criminosa, violação de dados pessoais e até corrupção, dependendo do grau de envolvimento de agentes internos.

O que diz o IGESDF
Procurado, o IGESDF enviou nota oficial negando qualquer irregularidade. Segundo o Instituto, todos os processos seletivos são realizados exclusivamente por meio do site oficial, em sistema próprio e transparente, sem qualquer contato telefônico com candidatos para oferta de vagas.
A instituição afirmou ainda que não cobra valores, não recebe currículos por e-mail e orienta que qualquer pessoa abordada por terceiros oferecendo vagas mediante pagamento registre boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.
“O IGESDF reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência e se coloca à disposição para colaborar com eventuais investigações”, diz a nota.

Caso pode ganhar dimensão criminal
Apesar da manifestação oficial, os relatos recebidos indicam a necessidade de apuração aprofundada por parte dos órgãos de controle, como Ministério Público, Polícia Civil e Tribunal de Contas. A eventual existência de um esquema de venda de vagas em uma instituição responsável pela gestão de hospitais e unidades de saúde representa risco direto à qualidade da assistência prestada à população.
Se confirmadas as denúncias, o impacto não será apenas administrativo, mas também institucional, afetando a credibilidade dos processos seletivos e a confiança dos profissionais e usuários do sistema de saúde do Distrito Federal.


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