Lideranças de caminhoneiros articulam uma possível greve nacional que pode ser iniciada nos próximos dias, a depender do andamento das negociações com o governo federal.
A mobilização ocorre após o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13), que reacendeu a insatisfação da categoria.
Movimento em construção
De acordo com representantes do setor, as conversas estão avançadas e envolvem entidades de diferentes regiões do país. A paralisação ainda não foi confirmada oficialmente, mas segue em fase de articulação.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que há alinhamento significativo dentro da categoria em torno da possibilidade de greve.
Reivindicações da categoria
Entre os principais pontos levantados pelos caminhoneiros estão:
- revisão dos custos operacionais do transporte
- garantia de remuneração mínima por frete
- medidas para reduzir o impacto do preço do diesel
Representantes afirmam que o aumento recente agravou um cenário já considerado crítico para a atividade.
Medidas do governo
Em resposta à alta dos combustíveis, o governo federal anunciou a isenção de tributos como PIS e Cofins sobre o diesel, além de um programa de subvenção para conter o repasse ao consumidor.
As medidas foram adotadas em meio à valorização do petróleo no mercado internacional.
Comparação com 2018
A possível paralisação reacende comparações com a greve de caminhoneiros ocorrida em 2018, que provocou desabastecimento em diversas regiões do país e impactou a economia.
Lideranças do setor avaliam que, embora o contexto seja diferente, o nível de insatisfação atual pode gerar um movimento semelhante, caso não haja avanço nas negociações.
Próximos passos
As tratativas seguem em andamento e devem ser decisivas para a definição de uma paralisação.
Caso confirmada, a greve poderá ter impacto direto na logística, no abastecimento e em diversos setores da economia.

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