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Mesmo após ataques junto a Vorcaro, 88% dos eleitores querem Flávio na disputa, diz Datafolha

 
As revelações envolvendo áudios e mensagens entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro parecem não ter abalado o núcleo mais fiel do eleitorado bolsonarista.
Pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira (22) indica que 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele permaneça na disputa presidencial de 2026, mesmo após a repercussão do caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção ligada à trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento sugere que, embora tenha havido desgaste político, a crise não conseguiu romper a fidelidade da base mais consolidada do senador.

Confiança permanece alta entre apoiadores
Segundo os números da pesquisa, 73% dos eleitores de Flávio afirmam continuar confiando no senador, mesmo após a divulgação dos áudios pelo site Intercept Brasil.
As conversas mostram o parlamentar tratando de apoio financeiro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para conclusão do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
O projeto teria custo estimado em R$ 134 milhões, com cerca de R$ 61 milhões já pagos, segundo reportagens divulgadas nos últimos dias.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que o caso envolve contratos privados de investimento audiovisual, sem uso de recursos públicos ou contrapartidas ilícitas.

Fora da base, desgaste aparece
Se entre apoiadores o impacto foi limitado, o cenário é diferente no eleitorado geral.
De acordo com o Datafolha, 64% da população considera que Flávio “agiu mal” ao buscar recursos junto ao dono do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero.
Ainda assim, entre os próprios eleitores do senador, 53% consideram correta a tentativa de obter financiamento privado para o filme.
O dado reforça uma tendência já observada em outros episódios políticos recentes: crises tendem a produzir maior rejeição fora do eleitorado fiel, enquanto a base mantém apoio.

Houve impacto eleitoral?
A pesquisa também identificou reflexos nas intenções de voto.
No cenário de primeiro turno, Flávio teria recuado de 35% para 31%.
Já em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador teria oscilado de 45% para 43%, enquanto Lula passou de 45% para 47%.
Embora os números indiquem queda, aliados avaliam que o impacto ficou abaixo do esperado diante da dimensão política do caso.
PL faz mudanças na comunicação
A repercussão do episódio provocou ajustes internos no Partido Liberal (PL).
Após reuniões da cúpula partidária, Flávio Bolsonaro decidiu reformular a estratégia de comunicação da pré-campanha presidencial.
O publicitário Marcello Lopes, conhecido como “Marcellão”, deixou a coordenação da equipe.
No lugar, a comunicação passará a ser conduzida por Eduardo Fischer, movimento interpretado nos bastidores como tentativa de reorganizar a narrativa política diante do desgaste recente.

O que os números mostram
O levantamento aponta um cenário político dividido:
  • Base bolsonarista permanece majoritariamente fiel
  • Eleitorado geral demonstra maior rejeição ao episódio
  • Há sinais de desgaste eleitoral, mas sem ruptura do apoio principal
O caso Vorcaro passa, assim, a ser um dos primeiros grandes testes da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro rumo a 2026.

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