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STF REFORÇA SEGURANÇA DE ANDRÉ MENDONÇA APÓS CASOS MASTER E INSS

 
STF amplia esquema de proteção após avaliação interna apontar aumento de risco ao ministro
O ministro André Mendonça teve seu esquema de segurança reforçado após assumir a relatoria de dois dos casos mais sensíveis atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF): as investigações relacionadas ao Banco Master e as apurações sobre supostas fraudes envolvendo descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
A decisão foi tomada após avaliações internas da área de segurança da Corte identificarem um aumento do risco à integridade física do magistrado.
Segundo informações de bastidores do STF, o reforço inclui ampliação do número de agentes responsáveis pela proteção do ministro, maior presença ostensiva de policiais em compromissos públicos, utilização de equipamentos adicionais de segurança e monitoramento permanente de possíveis ameaças.
A preocupação da Corte é considerada suficiente para que também seja analisada a ampliação da proteção aos familiares de Mendonça, incluindo sua esposa e filhos.
Nos últimos meses, o ministro passou a adotar medidas extras de segurança em compromissos particulares. Entre elas, o uso de colete balístico durante deslocamentos e atividades religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.
A atenção em torno de Mendonça aumentou após ele assumir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master. A redistribuição ocorreu após a saída do ministro Dias Toffoli, que deixou a condução do processo depois de questionamentos relacionados a ligações com a instituição financeira.
Além disso, Mendonça também passou a conduzir os processos relacionados às investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. A mudança ocorreu após manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que questionou a relatoria anterior e solicitou a redistribuição dos casos.
A combinação de processos considerados estratégicos e de grande repercussão nacional levou o STF a elevar o nível de proteção do magistrado.
Embora o Supremo não divulgue detalhes operacionais sobre seus protocolos de segurança, integrantes da Corte admitem que o cenário atual exige monitoramento constante diante da sensibilidade dos temas que estão sob análise do ministro.

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