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EUA COMPLETAM SEXTA NOITE DE ATAQUES AO IRÃ E TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO AUMENTA

Os Estados Unidos concluíram, nesta quinta-feira (16), a sexta noite consecutiva de bombardeios contra alvos militares no Irã. A informação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), que informou ter atingido dezenas de objetivos considerados estratégicos durante a operação.
Segundo o comunicado oficial, os ataques tiveram como alvo postos de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, centros logísticos e capacidades marítimas iranianas. A ofensiva contou com aviões de combate, drones e navios de guerra equipados com munições de precisão.
Atualmente, mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados em diferentes bases do Oriente Médio.

Irã acusa EUA de crime de guerra
O governo iraniano acusou Washington de cometer um "crime de guerra" após um bombardeio nas proximidades de um hospital oncológico infantil na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país.
Autoridades iranianas também afirmaram que projéteis atingiram um aeroporto na província de Semnan, no norte do país. Segundo Teerã, não houve registro de mortes nesses ataques.

Escalada do conflito
A nova ofensiva ocorre após o presidente Donald Trump anunciar o fim do memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho, alegando que o Irã voltou a atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Trump advertiu que os Estados Unidos poderão ampliar os ataques contra infraestruturas estratégicas, como usinas elétricas e pontes, caso o Irã mantenha o bloqueio da principal rota marítima para o transporte de petróleo no mundo.
Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que qualquer novo ataque contra a infraestrutura energética do país provocará uma reação ainda mais intensa.
Além disso, Teerã informou ter solicitado apoio aos houthis, no Iêmen, para ampliar a pressão sobre o tráfego marítimo no Mar Vermelho.

Bloqueio naval e impacto na economia
As forças americanas também reforçaram o bloqueio naval sobre portos e embarcações iranianas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades militares, um superpetroleiro que seguia em direção ao principal terminal petrolífero iraniano foi interceptado durante a operação.
Enquanto isso, a economia do Irã continua sofrendo os efeitos da escalada militar. A moeda iraniana perdeu valor nas últimas semanas e o comércio marítimo permanece fortemente afetado.

Petróleo sobe com fechamento do Estreito de Ormuz
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz reduziu significativamente o fluxo diário de petróleo transportado pela região.
Como consequência, o preço internacional do barril do petróleo Brent permaneceu próximo de US$ 85, acumulando alta de aproximadamente 11% em relação à semana anterior.
Especialistas acompanham a situação com preocupação, já que cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passa pela região.

Diplomacia segue sem avanços
Enquanto os Estados Unidos mantêm pressão militar e econômica, o governo iraniano afirma que não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto não houver mudanças na postura americana.
Já o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que Washington pretende combinar pressão econômica, ações militares e negociações diplomáticas para buscar uma solução para o conflito, descartando, neste momento, uma operação terrestre para mudança de regime no Irã.

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