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ENQUANTO MICHELLE E FLÁVIO DIVERGIAM E BIA AINDA DEFINIA SEU CAMINHO, SEBASTIÃO COELHO JÁ ESTAVA NA CORRIDA PELO SENADO

Enquanto Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro enfrentavam divergências internas e o PL ainda discutia como montaria sua chapa para o Senado no Distrito Federal, Sebastião Coelho já estava na estrada construindo seu próprio projeto eleitoral.
O ex-desembargador anunciou sua pré-candidatura ao Senado ainda em 2025. A decisão antecipada permitiu que Sebastião começasse a conversar com lideranças, candidatos e grupos conservadores muito antes da definição final das principais chapas de 2026.
Hoje, com a campanha oficialmente nas ruas, essa diferença de tempo começa a ganhar importância.

Sebastião começou antes das definições do PL
A composição do PL para o Senado passou por diferentes cenários.
Em novembro de 2025, por exemplo, ainda se discutiam possibilidades que incluíam Bia Kicis buscando um terceiro mandato de deputada federal, enquanto Michelle Bolsonaro poderia disputar o Senado.
O cenário continuou mudando.
Michelle chegou a colocar sua candidatura ao Senado em dúvida depois de um desentendimento com Flávio Bolsonaro em junho de 2026. Os dois acabaram se reconciliando em julho.
Somente na convenção realizada em agosto o PL oficializou sua dupla: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para as duas vagas do Distrito Federal no Senado.
Enquanto essas definições aconteciam, Sebastião já trabalhava sua candidatura.

Agora começa outra batalha
Ter começado antes não garante eleição.
Mas política também é construída com tempo, presença e formação de bases.
É justamente aí que Sebastião tenta transformar sua antecipação em vantagem.
A candidatura passou a buscar apoio não apenas dentro do NOVO, mas também entre políticos e candidatos de outras legendas identificados com a direita e o centro-direita.
Esse movimento é particularmente importante porque o Distrito Federal elegerá dois senadores em outubro. O eleitor poderá votar em dois nomes diferentes. Ao todo, 13 candidaturas ao Senado foram registradas no DF.
Isso abre espaço para o chamado segundo voto.
Um candidato de outro partido pode apoiar a chapa majoritária de sua legenda e, ao mesmo tempo, pedir aos seus eleitores que considerem Sebastião para uma das duas escolhas ao Senado.

O problema para Bia Kicis
É justamente nesse ponto que Sebastião pode começar a incomodar Bia Kicis.
Os dois disputam uma parcela importante do eleitorado conservador brasiliense.
Michelle Bolsonaro possui uma força eleitoral própria e aparece atualmente na liderança. Já a segunda vaga está muito mais disputada.
A pesquisa RealTime Big Data divulgada em 19 de agosto mostrou Michelle com 25%, Leila do Vôlei com 17%, Bia Kicis e Erika Kokay com 15% cada e Sebastião Coelho com 8%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O Datafolha divulgado nesta sexta-feira (21) apresentou números diferentes: Michelle 19%, Leila 16%, Erika 12%, Bia 11% e Sebastião 3%. A margem é de três pontos. Um dado chama atenção: 67% dos entrevistados ainda não haviam definido seus votos para o Senado.
Portanto, Sebastião ainda precisa crescer para entrar efetivamente no grupo da frente, mas existe muito eleitor disponível. Observando que Sebastião saiu de 0,03% para 8% em algumas semanas.

Bia também precisou encontrar espaço na chapa
A definição de Bia Kicis para o Senado também teve consequências dentro do próprio PL.
O senador Izalci Lucas abriu mão da tentativa de reeleição e passou a disputar uma vaga de deputado federal, movimento que abriu espaço para Bia na chapa ao Senado.
Hoje, portanto, o PL aposta oficialmente na dobradinha Michelle e Bia.
Sebastião segue por fora dessa estrutura, tentando construir uma candidatura capaz de captar justamente o eleitor conservador que não pretende entregar seus dois votos ao PL.

A disputa está longe de terminar
O cenário atual não permite afirmar que Sebastião Coelho esteja perto de conquistar uma das vagas. As pesquisas mostram que ele ainda precisa avançar.
Mas também seria precipitado tratar a disputa como definida.
A campanha começou oficialmente há poucos dias, existem dois votos para senador e uma parcela enorme do eleitorado ainda não escolheu seus candidatos.
Sebastião aposta agora em algo que começou a construir muito antes dessa reta final.
Enquanto partidos discutiam composições, Michelle e Flávio enfrentavam suas divergências e Bia ainda buscava seu espaço na chapa, Sebastião Coelho já havia escolhido seu caminho: o Senado Federal.
Agora vem a parte mais difícil.
Transformar essa antecipação em votos.
E, se conseguir crescer justamente entre os eleitores conservadores, Sebastião poderá entrar diretamente na briga que hoje envolve Bia Kicis e outros candidatos pela segunda cadeira do Distrito Federal no Senado.

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