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ONU COBRA PARADEIRO DE BISPO CATÓLICO DESPARECIDO EM PAÍS COMANDADO POR DITADOR AMIGO DE LULA

 
Regime de Daniel Ortega diz que ele está em casa, mas não apresentou informações oficiais.
Um bispo de 80 anos desapareceu após rezar pela Igreja perseguida na Nicarágua. Agora, a ONU cobra explicações do regime de Daniel Ortega.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, exigiu que o governo do país informe o paradeiro e o estado de saúde do bispo católico Dom Abelardo Mata Guevara.
O religioso foi detido pela polícia no fim de junho. A prisão ocorreu depois de uma missa em que ele rezou pela Igreja Católica perseguida no país.
Desde então, não há informações oficiais sobre sua situação. O regime afirma que o bispo está em casa, mas entidades religiosas e organismos internacionais dizem não ter confirmação sobre seu paradeiro.
“Estou preocupado com as notícias de repressão contra a Igreja Católica e outras denominações religiosas, inclusive a falta de informações oficiais sobre o destino, o paradeiro e o estado de saúde do bispo Abelardo Mata Guevara”, disse Türk.
O alto comissário também pediu a libertação de todos os presos arbitrariamente e cobrou que os detidos sejam tratados com humanidade e dignidade.
A preocupação aumenta por causa da idade e da saúde do bispo. Abelardo Mata tem diabetes, problemas de visão e usa marca-passo por causa de uma condição cardíaca.
Bispos da América Central pediram ao regime que permita atendimento médico ao religioso.
Perseguição à Igreja já dura anos
O caso de Abelardo Mata não é o único. A Igreja Católica se tornou um dos principais alvos do regime nicaraguense nos últimos anos.
Padres, bispos, religiosos e organizações ligadas à Igreja passaram a ser vigiados, presos, expulsos ou impedidos de atuar.
Em 2024, Dom Rolando José Álvarez, bispo de Matagalpa e uma das vozes mais críticas a Ortega, foi condenado a 26 anos e 4 meses de prisão por crimes como conspiração e difusão de notícias falsas.
Antes da condenação, ele teve a chance de deixar o país, mas se recusou. Depois disso, perdeu os direitos civis e a nacionalidade nicaraguense.
Ortega também anunciou fim das eleições
A cobrança da ONU ocorre em meio a uma nova escalada autoritária na Nicarágua.
No dia 19 de julho, durante um evento público pelo aniversário da Revolução Sandinista, Daniel Ortega afirmou que não haverá mais eleições no país.
Türk reagiu ao anúncio e pediu que o regime reabra o espaço cívico e restaure o Estado de Direito. Segundo ele, pessoas de todas as posições políticas devem poder votar e disputar cargos públicos.
O gabinete do alto comissário também denunciou a cassação das credenciais de advogados sem base legal ou explicação oficial.
Pelo menos 46 pessoas continuam detidas arbitrariamente por razões políticas.
Agora, o desaparecimento de Abelardo Mata volta a expor a pressão do regime contra a Igreja e contra qualquer voz pública que questione o governo Ortega.
de Daniel Ortega
A Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou oficialmente explicações do governo da Nicarágua sobre o paradeiro e o estado de saúde do bispo católico Dom Abelardo Mata Guevara, de 80 anos. O religioso desapareceu após ser detido pela polícia no fim de junho, logo depois de celebrar uma missa em que fez orações pela Igreja Católica, que afirma sofrer perseguição no país.
A cobrança foi feita pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, que demonstrou preocupação com a ausência de informações oficiais sobre o bispo e pediu esclarecimentos imediatos ao governo comandado por Daniel Ortega.

ONU pede informações sobre o bispo
Segundo Volker Türk, a falta de informações oficiais sobre Dom Abelardo Mata aumenta a preocupação da comunidade internacional.
"Estou preocupado com as notícias de repressão contra a Igreja Católica e outras denominações religiosas, inclusive a falta de informações oficiais sobre o destino, o paradeiro e o estado de saúde do bispo Abelardo Mata Guevara", afirmou.
Além de cobrar informações, o representante da ONU pediu que todas as pessoas detidas por motivos políticos sejam tratadas com humanidade e que os presos arbitrários sejam libertados.

Regime afirma que bispo está em casa
O governo da Nicarágua afirma que Dom Abelardo Mata está em sua residência.
Entretanto, até o momento não apresentou documentos, imagens ou qualquer informação oficial que confirme essa versão.
Entidades religiosas e organizações internacionais afirmam não ter conseguido verificar o paradeiro do religioso.
A preocupação é ainda maior devido às condições de saúde do bispo. Aos 80 anos, Dom Abelardo Mata é diabético, possui problemas de visão e utiliza marca-passo em razão de uma doença cardíaca.
Bispos da América Central solicitaram que o governo permita atendimento médico e contato com o religioso.

Igreja Católica vive período de tensão
O desaparecimento de Dom Abelardo ocorre em um contexto de crescente tensão entre o governo nicaraguense e a Igreja Católica.
Nos últimos anos, padres, bispos e instituições religiosas passaram a enfrentar prisões, expulsões, restrições às atividades pastorais e outras medidas adotadas pelo governo.
Entre os casos de maior repercussão está o de Dom Rolando José Álvarez, bispo de Matagalpa, condenado em 2024 a mais de 26 anos de prisão por acusações como conspiração e divulgação de notícias falsas.
Antes da condenação, ele recusou deixar o país. Posteriormente, também perdeu sua nacionalidade e seus direitos civis.

Ortega endurece discurso político
A manifestação da ONU acontece poucas semanas depois de Daniel Ortega declarar, durante as comemorações da Revolução Sandinista, que a Nicarágua não realizará novas eleições.
Após a declaração, Volker Türk pediu ao governo que restabeleça o Estado de Direito, reabra o espaço democrático e garanta que cidadãos de diferentes posições políticas possam disputar eleições e exercer plenamente seus direitos.
O escritório do alto comissário também denunciou a cassação de credenciais de advogados sem justificativas oficiais e informou que pelo menos 46 pessoas continuam presas por razões políticas no país.
O caso de Dom Abelardo Mata Guevara volta a colocar a Nicarágua no centro das atenções internacionais e amplia a pressão sobre o governo de Daniel Ortega diante das denúncias de violações de direitos humanos e perseguição a opositores e representantes religiosos.

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