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ALERTA NUCLEAR: CRESCE EM MOSCOU TEMOR DE QUE PUTIN POSSA RECORRER A ARMA NUCLEAR NA GUERRA

 
A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou novamente em uma zona de enorme tensão. Informações divulgadas nesta quarta-feira (26) indicam que Moscou avalia ampliar significativamente sua ofensiva militar depois de concluir que as negociações para encerrar o conflito chegaram a um impasse.
O cenário mais preocupante aparece no relato de fontes próximas ao Kremlin ouvidas pela Bloomberg. Segundo essas fontes, cresce entre autoridades russas a percepção de que Vladimir Putin poderia, em uma situação extrema, considerar o emprego de armas nucleares táticas contra a Ucrânia como último recurso.
A informação exige uma ressalva fundamental: não existem, até agora, sinais de que a Rússia esteja preparando um ataque nuclear. O cenário discutido é uma possibilidade extrema dentro de uma escalada muito mais ampla, e especialistas ouvidos pela Bloomberg continuam considerando muito baixa a probabilidade de utilização dessas armas.

Rússia prepara escalada dos ataques
A ameaça mais imediata não é nuclear.
Segundo as informações atribuídas a pessoas próximas ao Kremlin, a Rússia considera aumentar os ataques convencionais com mísseis balísticos contra a Ucrânia.
Kiev, inclusive a região central da capital, estaria entre os possíveis alvos, assim como infraestruturas localizadas em outras cidades ucranianas.
A avaliação em Moscou seria de que os canais diplomáticos não conseguiram produzir uma saída para a guerra e que uma nova escalada militar pode ser necessária para alcançar os objetivos russos.
Isso torna os próximos movimentos de Putin especialmente importantes.

Pressão não estaria fazendo Putin recuar
Outro ponto apresentado pelas fontes é que Putin não estaria disposto a encerrar a guerra simplesmente em razão das sanções econômicas ou dos ataques ucranianos contra refinarias, redes logísticas e outras estruturas dentro do território russo.
Existe ainda uma mudança preocupante na forma como Moscou estaria interpretando algumas dessas operações.
Segundo as fontes, setores russos passaram a enxergar ataques realizados pela Ucrânia com armamentos e informações fornecidos pelo Ocidente como ações que possuem participação indireta de países da OTAN.
Essa percepção aumenta o risco de uma escalada que ultrapasse os limites atuais do conflito.

Arma nuclear tática volta às discussões
É nesse ambiente que surge o elemento mais grave.
Fontes próximas ao Kremlin afirmam que aumentaram as discussões entre autoridades russas sobre até onde Putin estaria disposto a avançar caso os meios convencionais não produzam os resultados esperados.
Uma das possibilidades mencionadas é o eventual emprego de uma arma nuclear tática.
Esse tipo de armamento possui finalidade diferente das grandes armas nucleares estratégicas concebidas para atingir cidades ou estruturas a milhares de quilômetros de distância. Mesmo assim, sua utilização representaria uma ruptura histórica.
Nenhuma arma nuclear foi utilizada em uma guerra desde os ataques norte-americanos contra Hiroshima e Nagasaki, em 1945.
Por isso, mesmo uma utilização limitada produziria consequências militares, políticas e diplomáticas imprevisíveis.

Mas não há preparação nuclear detectada
Esse ponto precisa ficar muito claro.
A Bloomberg informou que não existem indicações de que a Rússia esteja atualmente preparando armas nucleares táticas para utilização na Ucrânia.
Alexander Gabuev, diretor do Carnegie Russia Eurasia Center, avaliou que a probabilidade desse cenário continua extremamente baixa.
Portanto, existe uma enorme diferença entre autoridades discutirem uma possibilidade extrema e Putin efetivamente ordenar um ataque nuclear.
A movimentação convencional russa é, neste momento, o risco muito mais concreto.

Chefe da CIA foi a Moscou
Enquanto essas informações surgiam, um movimento diplomático incomum aumentou ainda mais as atenções sobre Moscou.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve na capital russa na terça-feira (25) e manteve conversas com representantes dos serviços de inteligência da Rússia.
O Kremlin confirmou oficialmente os contatos nesta quarta-feira.
Ratcliffe não se reuniu pessoalmente com Vladimir Putin, mas o presidente russo foi informado sobre o resultado das conversas. O Kremlin não revelou o conteúdo das reuniões.
A viagem é especialmente significativa porque foi a primeira visita conhecida de um diretor da CIA a Moscou desde novembro de 2021, poucos meses antes da invasão em larga escala da Ucrânia.

Trump diz que viagem pode produzir resultado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou a missão.
Trump classificou a viagem como algo relativamente rotineiro, mas afirmou que algum resultado poderia surgir dos contatos e destacou que seu governo continua trabalhando para tentar encerrar a guerra.
O conteúdo exato discutido entre Ratcliffe e os representantes russos permanece desconhecido.
A coincidência entre a visita e as informações sobre uma possível escalada militar, entretanto, colocou a movimentação diplomática sob atenção internacional.

Negociações chegam a momento crítico
O grande problema é que os esforços diplomáticos não conseguiram produzir um acordo capaz de encerrar o conflito.
Segundo as fontes próximas ao Kremlin, Moscou considera que os mecanismos utilizados até agora para buscar uma solução praticamente se esgotaram.
Se essa avaliação prevalecer dentro do governo russo, a tendência imediata poderá ser o aumento dos ataques convencionais.
E quanto maior for a escalada, maior será também o risco de decisões imprevisíveis dos dois lados.

Mundo volta a observar o arsenal nuclear russo
Ainda não existe evidência de que Putin tenha decidido utilizar armas nucleares.
Também não há indicação pública de movimentação operacional que aponte para um ataque nuclear iminente.
Mas o simples fato de fontes próximas ao Kremlin relatarem que essa hipótese voltou a ganhar espaço entre autoridades russas já é suficiente para acender um alerta internacional.
A situação concreta, neste momento, é outra: a Rússia estaria avaliando intensificar fortemente seus ataques convencionais contra Kiev e outras regiões da Ucrânia enquanto as negociações permanecem travadas.
A partir daí existe uma fronteira que o mundo espera que jamais seja ultrapassada.
Se uma arma nuclear tática fosse efetivamente utilizada, a guerra deixaria de entrar apenas em uma nova fase.
Seria quebrado um tabu nuclear mantido há mais de 80 anos, abrindo um cenário de consequências impossíveis de prever para a Ucrânia, para a Europa e para a segurança mundial.

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