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SOB COMANDO DE DILMA, BRICS AVANÇA PARA RECEBER IRÃ E ABRIR CAMINHO A FINANCIAMENTOS

 
O Irã está avançando nas negociações para ingressar no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS e atualmente presidido pela ex-presidente brasileira Dilma Rousseff.
Nesta quarta-feira (12), o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati, afirmou que a entrada do país na instituição deverá ocorrer “em breve”. A informação também foi noticiada pela Reuters.
A movimentação chama atenção principalmente pelo momento geopolítico. O Irã enfrenta sanções dos Estados Unidos e outras restrições de acesso ao sistema financeiro internacional e busca ampliar alternativas fora dos mecanismos tradicionalmente dominados pelo dólar.

Negociação já passou por Dilma
A aproximação não começou agora.
Segundo a Revista Timeline, em uma rodada anterior, o então presidente do Banco Central iraniano, Mohammad Reza Farzin, reuniu-se com Dilma Rousseff em Xangai para discutir a intenção de Teerã de ingressar no NDB.
As conversas também envolveram o eventual acesso do país aos instrumentos financeiros oferecidos pela instituição.
O Irã já faz parte do BRICS desde 2024. Entrar no grupo político e econômico, entretanto, não significa automaticamente fazer parte do seu banco.
Até esta quarta-feira, o país ainda não aparecia na relação oficial de membros do NDB, segundo levantamento publicado após o anúncio iraniano.

Entrada pode abrir caminho para financiamentos
O NDB foi criado para financiar principalmente projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e em desenvolvimento.
Para Teerã, integrar a instituição poderia ampliar as possibilidades de acesso a mecanismos multilaterais de financiamento em um momento de forte pressão econômica internacional.
Isso não significa, porém, que Dilma ou o banco já tenham aprovado empréstimos para o governo iraniano.
O que existe neste momento é uma negociação para a entrada do Irã no NDB e a perspectiva de acesso futuro aos instrumentos financeiros da instituição.

Movimento ganha peso geopolítico
A possível entrada do Irã reforça também o movimento dos BRICS para ampliar mecanismos financeiros alternativos e aumentar a utilização de moedas nacionais em operações entre seus integrantes.
Hemmati afirmou que Teerã pretende aprofundar justamente esse tipo de cooperação com os demais países do grupo.
Sob a presidência de Dilma Rousseff, portanto, o Banco dos BRICS pode estar próximo de incorporar um dos países mais confrontados pelas sanções econômicas ocidentais.
Se a adesão for concretizada, o próximo ponto a ser observado será até onde irá a relação financeira entre o NDB e o Irã e quais projetos poderão, no futuro, buscar recursos da instituição.

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