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CRISE NO STF: PLANALTO JÁ CALCULA EVENTUAL SAÍDA DE MORAES E NOVA INDICAÇÃO DE LULA, DIZ COLUNA

 
A crise envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro já começa a produzir novos cálculos políticos nos bastidores de Brasília. Segundo relatos publicados pela coluna de Cláudio Humberto, integrantes do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanham o desgaste do ministro e já consideram o cenário de uma eventual abertura de nova vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso Moraes deixe efetivamente a Corte ainda durante o atual mandato presidencial, Lula teria a oportunidade de fazer mais uma indicação ao Supremo antes do fim de 2026.
Por enquanto, porém, trata-se de uma hipótese de bastidores. Moraes permanece no STF e não anunciou renúncia ou aposentadoria.

Lula já tem uma vaga para preencher
O cenário ganha relevância porque Lula já precisa escolher um novo ministro para ocupar a cadeira aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
A primeira tentativa terminou com a rejeição de Jorge Messias pelo Senado. Dessa forma, o presidente terá de apresentar outro nome para ocupar a vaga.
Se, além disso, Moraes deixasse o STF ainda neste ano, Lula poderia receber a oportunidade de indicar dois novos ministros à Corte.
Pela Constituição, cabe ao presidente indicar os ministros do Supremo, mas o escolhido precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado.

Caso Vorcaro aumenta pressão
As discussões ocorrem justamente no momento em que novas informações relacionadas ao ex-controlador do Banco Master aumentaram a pressão sobre Moraes.
Mensagens atribuídas a Vorcaro e outros elementos reunidos pela Polícia Federal passaram a ser analisados institucionalmente no Supremo.
O presidente da Corte, Edson Fachin, já afirmou que os indícios exigem o “devido encaminhamento institucional” e prometeu agir depois da análise dos fatos.
Até agora, entretanto, não existe decisão determinando a saída de Moraes nem conclusão definitiva sobre eventual irregularidade praticada pelo ministro.

Bastidores já olham para sucessão
A preocupação política é simples: caso uma eventual saída de Moraes ocorra somente depois da eleição, a escolha de seu sucessor poderá ficar nas mãos de quem ocupar a Presidência da República no próximo mandato.
Por isso, segundo os relatos de bastidores, o momento de uma eventual vacância também passou a ser observado por integrantes da base governista.
Há ainda especulações envolvendo a situação de Dias Toffoli, mas esse cenário é ainda mais incerto. O ministro continua normalmente no cargo e não existe vacância aberta.
Assim, no momento, Lula possui uma vaga concreta para preencher, a deixada por Barroso. Qualquer segunda indicação dependeria necessariamente da abertura efetiva de outra cadeira.
Mesmo assim, o simples fato de essa possibilidade já entrar nos cálculos políticos mostra como a crise envolvendo Moraes e o caso Master ultrapassou os limites do próprio Supremo e começou a interferir também nas estratégias do Planalto para o futuro da Corte.

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