Média nacional chega a R$ 6,68, enquanto motoristas encontram o litro acima de R$ 7 em diferentes cidades brasileiras
O preço da gasolina aditivada voltou a assustar os brasileiros. O combustível já rompeu a barreira dos R$ 7 em postos de diferentes regiões e aumenta a pressão sobre o orçamento das famílias.
Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, o litro da gasolina aditivada custa, em média, R$ 6,68 no Brasil.
Os dados foram coletados em 3.363 postos entre 30 de agosto e 5 de setembro de 2026. Apesar de a média nacional permanecer abaixo dos R$ 7, esse valor já foi ultrapassado em diversas cidades.
Preço chega a R$ 7,39 em Brasília
No Distrito Federal, a gasolina aditivada foi comercializada por uma média de R$ 6,75 por litro. O maior preço encontrado no levantamento chegou a R$ 7,39.
Na prática, abastecer um tanque de 50 litros pelo maior preço registrado em Brasília custa R$ 369,50.
A gasolina comum também está mais cara na capital do país, com preço médio de R$ 6,63 por litro.
A escalada não está restrita ao Distrito Federal. No Rio de Janeiro, a gasolina aditivada chegou a R$ 7,59 em alguns postos. Em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, o valor máximo encontrado foi de R$ 7,19.
Gasolina custa mais que no início da pandemia
O preço atual também supera com folga o valor registrado no início da pandemia.
Em maio de 2020, a gasolina comum custava aproximadamente R$ 3,82 por litro na média nacional. Mesmo após a correção pela inflação, o preço daquele período permanece abaixo do valor praticado atualmente.
A comparação precisa considerar que os combustíveis também registraram forte alta nos anos seguintes da pandemia. Em 2021 e 2022, o litro da gasolina chegou a ultrapassar os R$ 7 em diferentes momentos.
Por isso, a afirmação correta é que o combustível custa mais do que no início da pandemia, e não necessariamente mais do que em todo o período da crise sanitária.
Alta pesa no bolso e pressiona outros preços
O aumento não afeta apenas quem precisa abastecer o carro. A gasolina mais cara também pode elevar os custos de transporte, entrega de mercadorias e prestação de serviços.
O impacto costuma chegar aos supermercados, restaurantes e demais estabelecimentos, já que parte dos custos de deslocamento pode ser repassada aos consumidores.
A alta do petróleo no mercado internacional também mantém o sinal de alerta ligado. Caso a pressão continue, os motoristas poderão enfrentar uma nova escalada dos preços nas bombas.
Com a gasolina aditivada custando R$ 6,68 na média nacional e ultrapassando R$ 7 em diversos postos, o combustível volta ao centro das preocupações econômicas dos brasileiros.

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