Banner Acima Menu INTERNAS

MICHELLE E BIA KICIS E A SUPLÊNCIA EM FAMÍLIA

 
Este portal desde de 2011 sempre apoiou as pautas e os valores da direita. Mas apoio político não pode significar silêncio diante de práticas que sempre criticamos.
Michelle Bolsonaro foi uma excelente primeira-dama. Bia Kicis também construiu uma trajetória importante como deputada federal. Reconhecer essas qualidades, porém, não nos obriga a concordar com todas as suas decisões.
A direita sempre criticou a política existente do coronelismo em família, aplicada principalmente no Nordeste, como a família de Renan Calheiros, Fernando Collor, Antônio Carlos Magalhães, Família do Rosados e Família Gomes.  Por uma questão de coerência, não podemos aceitar essa mesma prática apenas porque agora envolve nomes do nosso campo político.
Michelle escolheu o próprio irmão, Diego Torres, como primeiro suplente. Bia Kicis indicou o filho, Samuel Kicis, para a mesma função.
As escolhas são permitidas pela legislação, mas precisam ser debatidas pelos eleitores. No Senado, o suplente não recebe votos diretamente e pode assumir a cadeira caso a titular se afaste, renuncie ou aceite outro cargo como um possível ministério.
Por isso, o eleitor precisa entender claramente o que está em jogo: ao votar em Michelle, também poderá levar o irmão dela ao Senado. Ao votar em Bia, poderá colocar o filho da deputada na cadeira.
Não se trata de atacar Michelle ou Bia. Trata-se de defender coerência, responsabilidade e renovação política.
Se condenamos o favorecimento familiar quando vem da esquerda, também precisamos rejeitá-lo quando aparece na direita.
Princípios não podem mudar conforme o nome, o partido ou a conveniência eleitoral.

Postar um comentário

0 Comentários