Uma movimentação começa a chamar atenção na reta final das eleições de 2026 no Distrito Federal: manifestações de apoio a Celina Leão (PP) entre integrantes ligados à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Nas últimas 72 horas, segundo relatos e manifestações acompanhadas por este veículo, o nome de Celina passou a ganhar espaço nas discussões eleitorais envolvendo integrantes das duas corporações.
O movimento ocorre justamente em um momento no qual policiais e bombeiros voltam suas atenções para aquilo que acontecerá depois das eleições.
Para esses profissionais, a escolha do próximo governador também passa por temas diretamente relacionados às carreiras, como remuneração, promoções, recomposição dos efetivos, condições de trabalho e valorização profissional.
O QUE ESTÁ MUDANDO?
O que chama atenção não é apenas a existência de militares favoráveis a Celina, mas o crescimento dessas manifestações nos últimos dias da campanha.
Parte dos integrantes que demonstra apoio entende que a governadora pode representar um caminho para buscar novos avanços para policiais e bombeiros durante os próximos quatro anos.
Isso não significa, entretanto, que exista uma posição única dentro das corporações.
PMDF e CBMDF possuem milhares de integrantes, com diferentes opiniões e preferências políticas. Também não existe, até o momento, pesquisa eleitoral pública específica que permita afirmar que a maioria dos policiais e bombeiros decidiu votar em Celina.
O que existe é uma movimentação que começa a ficar mais visível justamente na reta final.
CARREIRAS ENTRAM NO CENTRO DA DISCUSSÃO
A relação com o próximo Governo do Distrito Federal será importante para as duas categorias.
Embora PMDF e CBMDF possuam particularidades constitucionais e tenham seus recursos vinculados ao Fundo Constitucional do Distrito Federal, o GDF exerce papel relevante nas discussões envolvendo as corporações.
É o governador quem encaminha ao governo federal propostas relacionadas a alterações remuneratórias e a diferentes questões das carreiras militares.
Por isso, a capacidade de diálogo e articulação política do próximo chefe do Executivo local também entra na avaliação de integrantes das corporações.
A discussão não se limita a salários.
Efetivo, concursos, promoções, estrutura, equipamentos e condições de trabalho também aparecem entre as preocupações dos profissionais.
CELINA BUSCA CONSOLIDAR APOIOS NA RETA FINAL
O movimento entre militares acontece paralelamente a uma sequência de novas articulações em torno da candidatura de Celina.
Nos últimos dias, a governadora recebeu novos apoios políticos e chegou à reta final liderando levantamentos eleitorais para o Governo do Distrito Federal.
Isso não permite concluir como policiais e bombeiros votarão, mas ajuda a explicar por que as movimentações dentro das categorias passaram a despertar atenção.
Faltando poucos dias para a votação, cada segmento ganha importância na disputa.
SEGURANÇA PÚBLICA PODE PESAR NA ESCOLHA
Para quem veste a farda, a eleição possui também uma dimensão profissional.
O governador eleito terá quatro anos para conduzir a relação do GDF com policiais militares e bombeiros, além de participar das articulações envolvendo as carreiras.
É nesse contexto que alguns integrantes das corporações passaram a defender publicamente o nome de Celina.
A avaliação manifestada por esses apoiadores é de que a governadora teria condições políticas para buscar melhorias para as categorias em um eventual novo mandato.
Outros militares podem naturalmente fazer avaliações diferentes.
A confirmação do tamanho desse movimento só poderá ser medida adequadamente caso exista levantamento específico sobre a intenção de voto das categorias ou, posteriormente, por estudos eleitorais que permitam essa análise.
Por enquanto, existe um fato político a ser observado:
na reta final das eleições, manifestações favoráveis a Celina Leão passaram a ganhar espaço entre integrantes ligados à PMDF e ao CBMDF.
E, com a votação se aproximando, a disputa pelo apoio dos profissionais da segurança pública entra definitivamente no radar da campanha eleitoral no Distrito Federal.

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