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PL LIDERA CORRIDA PELO SENADO COM 33 CANDIDATOS E MIRA BANCADA DE ATÉ 28 SENADORES


Partido lidera número de candidaturas e mira uma bancada capaz de aumentar seu peso sobre STF, impeachments e comando do Senado
O Partido Liberal entrou de vez na disputa pelo controle do Senado. Com 33 candidatos registrados para as eleições de 2026, o PL é a legenda com o maior número de nomes na corrida pelas cadeiras da Casa.
Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostram a dimensão da estratégia montada pelo partido de Jair Bolsonaro. As 33 candidaturas representam 10,4% de todos os candidatos ao Senado considerados no levantamento.
Não se trata apenas de aumentar o tamanho da bancada.
O Senado ocupa uma posição central nas principais disputas institucionais do país. É pela Casa que passam, por exemplo, a aprovação de ministros indicados para o Supremo Tribunal Federal e o julgamento de eventuais processos de impeachment contra integrantes da Corte.
Por isso, conquistar uma bancada maior virou uma das principais prioridades do PL em 2026.

Bolsonaro começou a montar estratégia ainda em 2024
A construção da chapa para o Senado começou muito antes do período eleitoral.
Ainda em 2024, Jair Bolsonaro passou a defender publicamente a necessidade de eleger senadores e participou diretamente da escolha de nomes considerados competitivos nos estados.
Entre os candidatos lançados pelo partido estão Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina, Gustavo Gayer, em Goiás, e Helio Lopes, em Roraima.
A meta é ambiciosa.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Metrópoles que trabalha com a expectativa de o partido chegar a 26 ou 28 senadores a partir de 2027.
Atualmente, o PL possui 16 integrantes no Senado. Para alcançar a projeção, precisaria eleger aproximadamente 10 a 12 novos senadores, considerando a composição atual.

54 cadeiras estão em disputa
Existe uma razão para 2026 ser considerada uma eleição decisiva para o futuro do Senado.
Neste ano, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços da Casa.
Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.
Isso abre uma oportunidade rara para mudanças profundas na correlação de forças dentro do Congresso.
Em 2022, somente um terço do Senado foi renovado. Naquele pleito, o PL apresentou 17 candidatos e conseguiu eleger oito.
Agora são 33 candidaturas.
Isso representa um crescimento superior a 94% no número de candidatos do partido em comparação com 2022.

Disputa pelo comando do Senado também está no radar
A estratégia passa ainda pela eleição para presidente do Senado em 2027.
O PL apoiou Rogério Marinho contra Rodrigo Pacheco na disputa de 2023, mas acabou derrotado.
Dois anos depois, o partido apoiou Davi Alcolumbre para a Presidência da Casa. Na época, dirigentes justificaram a decisão como uma maneira de ampliar a participação da legenda no comando das principais comissões.
A relação mudou.
A crise envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro aprofundou o distanciamento entre Alcolumbre e setores da oposição.
Integrantes do PL passaram a afirmar que pedidos de impeachment contra Moraes dificilmente avançariam enquanto Alcolumbre comandasse o Senado.
O presidente da Casa, por sua vez, reagiu às críticas e citou publicamente o episódio envolvendo um pedido de recursos a Daniel Vorcaro para o financiamento do filme "Dark Horse".
O ambiente deixa claro que a eleição de 2026 poderá definir também quem terá força suficiente para disputar o comando do Senado em fevereiro de 2027.

PL aparece isolado na liderança
O levantamento com dados consultados no TSE até 12h30 de 3 de setembro coloca o PL na primeira posição em número de candidaturas.
O cenário é:
  • PL: 33 candidatos
  • Federação Psol-Rede: 27
  • UP: 23
  • Federação Brasil da Esperança: 21
  • Federação União Progressista: 20
  • MDB: 19
  • DC: 19
  • PSTU: 17
  • Novo: 15
  • PSD: 15
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, soma 21 candidaturas. Considerado isoladamente, o PT possui 19 candidatos ao Senado.

Senado pode mudar de cara em 2027
O tamanho da aposta mostra que o PL enxerga o Senado como uma das principais batalhas das eleições de 2026.
O partido não precisa apenas lançar muitos candidatos. Para transformar a estratégia em poder político, terá de converter essas candidaturas em vitórias nos estados.
Caso consiga alcançar a projeção de 26 a 28 senadores defendida por Valdemar Costa Neto, o PL ampliará significativamente sua influência na Casa.
O resultado terá consequências que vão muito além das votações de projetos.
A nova composição participará da análise das futuras indicações ao STF, comandará importantes comissões, poderá decidir sobre pedidos envolvendo ministros do Supremo e terá papel decisivo na escolha do próximo presidente do Senado.
Com 54 cadeiras em disputa, a eleição de 2026 poderá redesenhar o equilíbrio de forças da Casa pelos próximos anos.

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