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LULA REÚNE BILIONÁRIOS E EMPRESÁRIOS QUE PASSARAM POR INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO EM JANTAR NO ALVORADA


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu alguns dos principais empresários e banqueiros do país em um jantar no Palácio da Alvorada, na noite desta segunda-feira (31), em uma movimentação para ampliar a interlocução com o setor privado em plena disputa presidencial de 2026.
Entre os 16 empresários convidados estavam Joesley Batista, André Esteves, José Seripieri Filho e Henrique Constantino, nomes que, em diferentes momentos, foram investigados, presos ou celebraram acordos no contexto da Operação Lava Jato e de seus desdobramentos.
A presença desses empresários não significa qualquer irregularidade no encontro, e parte dos procedimentos envolvendo alguns deles posteriormente foi arquivada ou terminou com decisões favoráveis.

Gigantes do PIB no Alvorada
A lista reuniu representantes de alguns dos maiores grupos econômicos brasileiros.
Além de Joesley e Esteves, participaram nomes como Roberto Setúbal, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Rubens Ometto, Rubens Menin, André Gerdau Johannpeter, Ricardo Lacerda, Josué Gomes e Eraí Maggi, entre outros.
Do governo participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros da área econômica, dirigentes de bancos públicos e o presidente do PT, Edinho Silva.
O encontro ocorreu em um momento de disputa pela interlocução com o empresariado. Poucos dias antes, Flávio Bolsonaro também havia se reunido com representantes do mercado financeiro em São Paulo.

Lula fala de juros e responsabilidade fiscal
Durante o jantar, Lula buscou transmitir sinais de estabilidade econômica e negou manter atritos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Empresários cobraram maior rigor com as contas públicas e discutiram com o governo o atual patamar dos juros.
O encontro durou aproximadamente três horas e marcou uma ofensiva de aproximação de Lula com grandes empresários a pouco mais de um mês do primeiro turno.
Com a corrida presidencial avançando, a disputa entre os candidatos começa a ultrapassar os palanques: o apoio e a confiança do setor empresarial também entraram definitivamente no jogo eleitoral de 2026.

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