ATIVIDADES CULTURAIS INCLUEM POPULAÇÃO NO 8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA

MARYNA LACERDA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Para inserir a população nos debates do 8º Fórum Mundial da Água, a Secretaria de Cultura promove o Capital Cultural, iniciativa com uma série de atividades que aliam sustentabilidade e produção artística.
Uma delas é a oficina de reciclagem artesanal em papel polpa moldada, desenvolvida no Gama nesta sexta-feira (9). Ceilândia e Taguatinga Sul também sediaram o projeto nos dias anteriores.
As aulas são ministradas pela Cia Voar de Teatro de Bonecos, que foi escolhida por meio de edital do Chamamento Público nº 19, de 25 de outubro de 201, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.
A parceria também contempla eventos e oficinas para a programação do aniversário de Brasília. O valor a ser investido é de R$ 280 mil.
A oficina de reciclagem tem o objetivo de abordar a importância da reutilização de materiais para a preservação dos recursos hídricos.
O público-alvo é formado por artistas plásticos e artesãos, mas qualquer pessoa participar, como explica coordenador-geral e bonequeiro da companhia, Marco Augusto de Rezende. “Em uma mesma turma, podemos ter crianças e idosos. A atividade atende a todas as faixas etárias.”
A ação é dividida em duas etapas: produção de máscaras em papel-jornal e pintura. Para isso, é usado um equipamento que produz vácuo para os moldes. São necessárias 24 horas de secagem e, após o período, eles ficam com a textura de caixas de ovos.
Na segunda etapa da oficina, os participantes pintam máscaras previamente preparadas para aplicação das tintas.
Enquanto estou pintando, nem lembro das preocupações”, contou uma das alunas, a dona de casa Antônia Limeira da Costa, de 66 anos. Essa é a segunda vez que ela participa do projeto no Gama.
Antônia entregará as máscaras para a neta de dois anos. “Ela acha lindo. Vou levar para as brincadeiras dela”, afirmou.
A cultura é uma ferramenta poderosa para sensibilizar a população sobre a preservação do meio ambiente, de acordo com a subsecretária de Políticas de Desenvolvimento e Promoção Cultural, Mariana Soares.
A cultura permite que cheguemos a lugares que outros campos não conseguem. Com a sensibilização e o encantamento, é possível estimular reflexões”, disse.
A programação para o aniversário de Brasília, por sua vez, está em fase de finalização e prevê 21 apresentações culturais em parques e regiões administrativas.

Estudantes da rede pública assistirão a curta-metragem
A programação do Capital Cultural para o 8º Fórum Mundial da Água prevê ainda a exibição da ficção Extinção, do cineasta Tistá Filintro, em escolas públicas. Os estudantes serão estimulados a debater as impressões que tiveram da história.
Queremos entender qual a vivência que eles têm com a natureza: se conhecem uma nascente, se já andaram descalços na terra. É uma forma de saber até onde vai o conhecimento deles sobre o meio ambiente e, então, passarmos mais informações”, explicou Tistá Filintro.
O filme será exibido nas seguintes escolas:
12 de março (segunda-feira)
Às 10 e às 14 horas
No Centro de Ensino Médio 310, em Santa Maria

14 de março (quarta-feira)
Às 11 horas e às 13h30
No Centro Educacional 416, em Santa Maria

15 de março (quinta-feira)
Às 9 e às 15 horas
No Centro de Ensino Médio 804, no Recanto das Emas

16 de março (sexta-feira)
Às 10 e às 14 horas
Unidade de Internação de Saída Sistemática (Uniss), no Recanto das Emas

21 de março (quarta-feira)
Às 10 horas e às 15h45
No Centro de Ensino Médio 404, em Santa Maria
O que é o Fórum Mundial da Água
Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.
Em Brasília, ele é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da ANA.
fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).
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