DE OLHO NA PRESIDÊNCIA DA CLDF, DELMASSO DEFENDE REFORMA TRIBUTÁRIA


Por Caio Barbieri/ Isadora Teixeira
O deputado distrital reeleito Rodrigo Delmasso (PRB) se adianta nos bastidores a fim de se viabilizar como candidato à presidência da Câmara Legislativa (CLDF). Em entrevista ao Metrópoles nesta segunda-feira (19/11), o parlamentar defendeu uma reforma tributária para equiparar os impostos do Distrito Federal aos de Goiás.
Segundo Delmasso, colocar a mudança dos tributos em pauta é uma das medidas necessárias para alçar a CLDF como protagonista no combate aos principais problemas da cidade. Além disso, ele defende como seus pilares para a chefia da Casa: o fortalecimento do mandato dos deputados e a aproximação da Câmara à população.
Há 330 mil desempregados. Qual é a solução que queremos pautar? Fazer discussão de uma reforma tributária distrital mais competitiva para valorizar o poder aquisitivo do brasiliense”, defendeu.
Delmasso tem articulado a sua candidatura para a presidência no próximo biênio (2019-2020). O deputado contou ter conversado com todos os futuros colegas, faltando apenas os representantes do PT, do PSol e Agaciel Maia (PR), outro possível concorrente.
O distrital conta com apoio da base evangélica, que contará com um número menor de representantes a partir do ano que vem, quando passará de nove a cinco deputados. Delmasso, porém, pondera não ser “intransigente” e diz que se a maioria dos colegas entenderem que o seu nome não é o melhor, não terá problema em apoiar outro. “É importante que o próximo presidente garanta harmonia entre os poderes e a independência da Casa”, pontuou.
Caso a ideia não vá para frente, Delmasso faz outros planos. “Tenho projeto de voltar a ser presidente da Comissão de Fiscalização e da Comissão de Segurança”, afirmou.
Importância
O comandante da CLDF é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos. É prerrogativa dele, por exemplo, pautar os projetos que vão a plenário e autorizar as nomeações de cargos de confiança, inclusive nos gabinetes dos próprios colegas. Também disputam a cobiçada cadeira: Agaciel Maia (PR), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Veras (PDT) e Cláudio Abrantes (PDT).
Nascido em Maringá (PR), Rodrigo Delmasso é representante da igreja Sara Nossa Terra, presidida pelo bispo Robson Rodovalho. Com o apoio da entidade, ele foi reeleito para o mandato e obteve 23.227 votos, a quinta maior votação.
Pautas
Delmasso também se posicionou a respeito de discussões polêmicas. Sobre a verba indenizatória, mostrou-se contrário, defendendo a cota parlamentar como substituição do benefício. “Queremos seguir o padrão da Câmara federal, onde cada parlamentar tenha uma cota de serviços da Casa”, explicou.
Entretanto, o parlamentar defendeu os cargos comissionados. De acordo com ele, a CLDF consegue cumprir a regra de destinação de 50% das vagas para servidores concursados. “Nós conseguimos cumprir essa meta. Eu acredito que não se pode engessar o parlamentar”, afirmou.
Sobre possíveis confrontos em 2019 na hora de discutir pautas como a da Escola Sem Partido, Delmasso disse ser natural haver embates, principalmente entre quem defende projetos conservadores e liberais. “Uma coisa que quero deixar claro é que quem estiver na presidência não pode utilizar dessa força para aprovar suas pautas. Qualquer discurso não será do deputado x, mas do presidente da Casa”, ponderou.
Maldição
Quem ocupou a cadeira de presidente da CLDF passou por maus-bocados após a experiência. Os mais recentes provam isso. Celina Leão (PP), por exemplo, foi alvo de um escândalo de corrupção que desencadeou a Operação Drácon. Após ser afastada da função pela Justiça, Juarezão (PSB) assumiu e não conseguiu se reeleger nas eleições de 2018.
O atual presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), não se candidatou no último pleito e se mostra distante da futura gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB). Questionado sobre o assunto, Delmasso disse ser “especialista em quebra de maldição". “Quem passou pela cadeira, teve alguns problemas, mas acredito que quem for para lá fazer um projeto da Câmara e não pessoal, vamos conseguir quebrar a maldição”, assegurou.
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