ESTRATÉGIAS DE COMBATE AO CORONAVÍRUS NO DF CONTRIBUEM PARA CONTER A DOENÇA

São 400 casos confirmados, mas o governo apresentou o andamento das medidas para o enfrentamento
Apesar de ter 400 casos confirmados de Covid-19, o Distrito Federal está conseguindo conter os indicadores da doença dentro da avaliação esperada e da capacidade de atendimento da rede, sem interromper os demais serviços de saúde – como cirurgias eletivas. A análise foi feita durante coletiva de imprensa on-line organizada nesta sexta (3) pela Secretaria de Saúde (SES). O titular da pasta, Francisco Araújo, destacou que o DF espera por três cenários da evolução da doença.
“Estamos no primeiro cenário, sendo que neste momento o DF atua com 100 leitos de UTI com suporte respiratório e 200 leitos de retaguarda de enfermaria”, informou o secretário de Saúde. “Os 500 leitos de enfermaria chegarão ao último estágio no [estádio] Mané Garrincha e no Hospital Regional de Santa Maria. Já os de UTI estarão no Hospital Regional Santa Maria, Polícia Militar, Hospital da Criança, Instituto de Cardiologia do DF e também na rede privada. Estamos todo dia contratando mais leitos.”
Oferta de leitos
O DF possui aproximadamente 500 leitos de UTI com respiradores na SES e pode caminhar para até 900. Quanto aos respiradores, o GDF solicitou 200 ao Ministério da Saúde; 20 foram recuperados em Santa Maria e 600 estão sendo adquiridos, além das doações.
Francisco Araújo destacou que a oferta de leitos será feita por níveis de ativação. Segundo ele, só no Hospital Regional de Santa Maria, serão 70 leitos com suporte respiratório. “Nós só vamos utilizar essas estruturas de acordo com a necessidade”, disse. “Hoje, temos 25 pacientes internados com suporte respiratório, mas temos ainda 50 leitos à disposição. Porém, não paramos de trabalhar. Na semana que vem, teremos mais leitos”.
No caso dos 200 leitos de retaguarda no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, a primeira contratação para estruturar o espaço já foi feita. “Sairá uma próxima, porque, após a estrutura, precisamos colocar cama, suporte e equipar os 500 leitos”, detalhou o secretário. “Na sequência, a área de recursos humanos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF [Iges-DF] e da Secretaria de Saúde farão a contratação de mais profissionais”.
Monitoramento
O subsecretário de Vigilância da SES, Eduardo Hage, reforçou que o DF faz o monitoramento constante. No boletim editado pela secretaria na quinta-feira (2), foram divulgados 400 casos de Covid-19 até as 17h38.
[O número] está dentro do esperado e até um pouco abaixo do que estava previsto em algumas modelagens iniciais”, analisou o subsecretário. “Grande parte das previsões de quando ocorreria o pico basearam-se em parâmetros de outros países em que a pandemia teve início há dois ou três meses, mas não é o que se observa no DF. Dentro dessa escalada [na capital federal], as medidas adotadas estão sendo suficientes”.
O infectologista destacou que esses números estão refletindo as ações de distanciamento social, que têm justamente a intenção de evitar um pico muito alto com a sobrecarga no serviço de saúde, mas, o pico da doença deve ocorrer neste mês de abril.
“O aumento em relação à semana anterior é de 100%, mas se compararmos a semana anterior com uma semana antes, a intensidade desse aumento foi maior ainda antes, porque foi em torno de 200%”, acrescentou Hage. “Houve e vai continuar o aumento, mas ainda está sendo dentro da velocidade esperada”.
Estratégia diferenciada
O secretário de Saúde lembrou que a estratégia adotada o DF é diferente da implantada em outros estados da federação. “Primeiro, temos uma rede grande: são mais de 4,8 mil leitos gerais, 500 leitos de UTI, 600 UBS e 16 hospitais”, enumerou. “Isso fez com que nós não parássemos as cirurgias eletivas. O movimento que estamos fazendo é criando uma estrutura paralela para dar conta do coronavírus”. 
O secretário de Saúde lembrou que a estratégia adotada o DF é diferente da implantada em outros estados da federação. “Primeiro, temos uma rede grande: são mais de 4,8 mil leitos gerais, 500 leitos de UTI, 600 UBS e 16 hospitais”, enumerou. “Isso fez com que nós não parássemos as cirurgias eletivas. O movimento que estamos fazendo é criando uma estrutura paralela para dar conta do coronavírus”. 
O diretor-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, reforçou: “Estamos monitorando a situação de todos os hospitais pela Sala de Situação – instrumento de monitoramento em tempo real. Nas portas de urgência e emergência, percebemos que há a prevalência de pessoas que apresentam sintomas respiratórios e redução da taxa de ocupação. Estamos dentro do esperado e da capacidade de reposta”.
Testes
O GDF recebeu uma quantidade de testes rápidos proveniente do Ministério da Saúde, mas a SES também está adquirindo 150 mil unidades. Esses testes serão destinados prioritariamente aos profissionais que já estão afastados com suspeita de coronavírus.
“Queremos saber se eles estão infectados, porque precisamos proteger essa força de trabalho, que é o exército que está na linha de frente, que vão tratar esses pacientes”, ressaltou o secretário-adjunto de Saúde, Ricardo Tavares.T
ransparência
Todos os gastos feitos com o coronavírus estarão à disposição em um hotsite, administrado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), já que diversas áreas, como a Segurança Pública, também estão envolvidas nesse processo. 
Distanciamento social 
Ao fim da entrevista coletiva, Ricardo Tavares lançou um apelo conclusivo: “Fiquem em casa, precisamos de vocês. Ajudem que vocês serão ajudados. É papel de cada um ajudar a combater essa pandemia”. Ele ressaltou que tem visto muitas pessoas na rua descumprindo o distanciamento social, medida, frisou, que é de grande importância para combater a doença.
Com informações da SES

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