GIGANTES DA TECNOLOGIA TENTAM SE EXPLICAR NOS EUA

Por Lucas Ribeiro
Em audiência, congressistas americanos questionam grandes empresas de tecnologia sobre perseguição e censura a conservadores
Os gigantes da tecnologia prestaram depoimento no Congresso Americano. Os CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple) e Jeff Bezos (Amazon) participaram de uma audiência na última quarta-feira (29), promovida pela Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados dos EUA. Eles foram questionados sobre práticas monopolísticas, concorrência desleal e perseguição e censura contra páginas conservadoras.
O representante republicano Jim Jordan, de Ohio, abriu assim a sua fala: “Vou direto ao ponto: as Big Techs estão perseguindo conservadores. Isso não é um palpite, não é uma suspeita, é um fato”. Ele recordou que em 20 de julho de 2020 o Google removeu as páginas de Breitbart e de Daily Caller das pesquisas de notícias. E disse que censuraram tanto o fluxo de informação do Breibart — portal conservador americano — que a visibilidade do site caiu 99%. O congressista assegurou que foram desmonetizados anúncios no site conservador The Federalist e lembrou que a Amazon baniu livro que questiona a quarentena (mas que depois voltou a ser vendido). Da mesma forma, a Amazon impediu doações para a organização pró-vida Family Reseach Council, mas permite que doem dinheiro para Planned Parenthood – organização pró-aborto americana. Jordan também citou o famoso e-mail da executiva de marketing cultural do Google, Eliana Murillo, que usou ferramentas de pesquisa para apoiar a então candidata Hillary Clinton por meio da organização “Voto Latino”. Com relação ao Facebook, o congressista relembrou as denúncias de censura contra a campanha de Trump (em junho de 2020) e organizações pró-vida em 2018.
O Breitbart ainda aponta que as pesquisas envolvendo o candidato a presidente dos Estados Unidos democrata, Joe Biden, caíram de 30 mil impressões diárias para zero. Num claro uso político da plataforma que deseja impedir menções negativas ao candidato democrata.
Além disso, você pode até mesmo escrever “Joe Biden Breitbart” no Google Notícias e não vai encontrar nenhuma matéria sobre o candidato democrata publicada pelo veículo conservador (experimente fazer isso, caro leitor!). Depois experimente fazer a mesma pesquisa escrevendo “Joe Biden CNN” ou outro veículo da esquerda americana e observe quantas notícias aparecem. O favorecimento ao Partido Democrata é tão claro quanto é a perseguição das redes sociais e dos veículos de comunicação contra Bolsonaro no Brasil.
Além das denúncias de perseguição contra conservadores, a audiência das quatro Big Techs foi marcada por críticas de práticas desleais e monopolistas dessas empresas.  O deputado democrata Jerry Nadler criticou a compra do Instagram pelo Facebook como uma forma de consolidar um monopólio. Com relação à Amazon, a empresa foi criticada por usar dados de vendas de terceiros para criação de novos produtos do grupo. Bezos não admitiu a prática, mas afirmou que pode ter eventualmente acontecido. O americano-indiano Sundar Pichai, CEO da Alphabet (empresa que gerencia o Google), foi acusado de roubar dados de companhias menores para favorecer o maior buscador do mundo.
O Brasil deveria seguir o exemplo dos Estados Unidos e propor uma audiência para ouvir os gigantes da tecnologia atuando no país. Quantos jornalistas, personalidades, e paginas conservadoras precisarão ser censurados até que se tome uma medida similar? Será que não era a hora de exigir que essas grandes empresas de tecnologias devam ter uma pluralidade ideológica nas suas plataformas de fact-check e nas suas estruturas administrativas, e não apenas variações de 50 tons de progressismo em suas plataformas? Antes que se diga que são empresas privadas e podem fazer o que bem entendem devemos levar em conta que o valor somado da Alphabet (Google), Amazon, Apple e Facebook equivalem a 4,9 trilhões de dólares, ou toda a economia do Japão. Apenas a fortuna de Bezos (180 bilhões de dólares) equivale a quase o PIB de Portugal (200 bilhões de dólares). O valor da liberdade de expressão deve prevalecer sob a forma de censura em geral caracterizada como combate às “fake news” e ao “discurso de ódio” (sempre da direita, nunca da esquerda).
Fonte: Brasil Sem Medo

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