O DIA QUE BOLSONARO ‘CARCOU O FUMO’ EM SÉRGIO MORO. ANTES DA REUNIÃO MINISTERIAL

Numa conversa havida no dia 12 abril, o então ministro Sérgio Moro levou a primeira ‘dura’ de Bolsonaro. 
A tal conversa faz parte de um relatório da Polícia Federal entregue nesta quarta-feira (2) ao STF.
Antes da demissão, Moro sugeriu que a polícia poderia impor coercitivamente medidas de isolamento e quarentena na crise da Covid-19. 
O fato teria sido relatado numa reportagem do Valor Econômico. 
De posse da reportagem, o presidente teria dito o seguinte: 
“Se esta matéria for verdadeira: Todos os ministros, caso queira contrariar o PR, pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir. Aberto para a imprensa”
Moro, que se achava muito forte, deixou claro que concordava com a medida, mas negou a conversa com a imprensa e não se demitiu. 
“O que existe é o artigo 268 do CP [Código Penal]. Não falei com a imprensa”, disse. 
Eis o que diz o artigo 268 do CP: 
"Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: 
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro." 
Moro qualificou a Covid-19 como “doença contagiosa”. 
Na reunião do dia 22 de abril, Bolsonaro deu uma nova reprimenda, desta vez na presença de todos os ministros, na famosa reunião ministerial. 
A vaidade de Moro ai então não suportou. 
Ele então resolveu se demitir e detonar o governo.
Não conseguiu.
Fonte: JCO

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1 Comentários

  1. Sem chance...a constituição deve ser respeitada...o país vem abaixo...essa senadora esta sob o véu de um partido aliado a quem já sabemos...

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Obrigado pela sugestão.