SE A VACINA É SEGURA, PORQUÊ AS PESSOAS ESTÃO RECEBENDO APÓLICES DE SEGURO DE VIDA

A agência alemã de notícias Deutshe Welle publicou uma reportagem do seu correspondente em Moscou, Sergei Satanovsky (foto acima), que  participou do teste da vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Epidemiologia, de Moscou, na qual ele relata sua experiência.
Fui ao hospital Zhadkevich, em Moscou, para fazer o exame. No local, soube que o médico-chefe é o médico e apresentador de TV Alexander Myasnikov. Ele é amigo do conhecido apresentador de televisão estatal, Vladimir Solovyov, que é considerado parte da máquina de propaganda russa.
No início da pandemia, Solovyov estimou como “zero” a probabilidade de os russos serem infectados com a covid-19. Isso tudo não me deu uma sensação muito boa, mas era tarde para recuar
Antes do exame, a médica perguntou se eu havia tomado algum remédio recentemente, se eu tinha alguma alergia e se havia feito alguma cirurgia.
Liguei para meus pais para saber exatamente qual tipo de operação havia feito quando tinha 5 anos. Durante a conversa, a médica me deu um material informativo de 16 páginas e me explicou verbalmente o conteúdo.
Em estudos pré-clínicos, a vacina foi testada em animais, como hamsters e porquinhos-da-índia.
A Sputnik V demonstrou segurança e eficácia nesses animais, mas em seres humanos demonstrou somente segurança.
Apólice de seguro para cada participante 
40 mil pessoas participam do estudo: 30 mil recebem a vacina e 10 mil um placebo.
Os participantes deverão voltar ao hospital 21 dias após a primeira vacinação para receber a segunda dose.
Eles também devem informar diariamente (através de um aplicativo) como se sentem.
“Embora a participação na pesquisa seja segura, você estará coberto por um seguro especial durante todo o estudo”, disse a médica.
A apólice de seguro para os participantes do estudo estipula que, em caso de morte, os beneficiários (no meu caso, os meus pais) receberão 2 milhões de rublos (cerca de R$ 138 mil) … em caso de deterioração do estado de saúde sem limitação física, cerca de 300 mil rublos (cerca de R$ 21 mil).
“Após a entrevista, assinei o termo de consentimento para participar do estudo e fui examinado. Fiz testes para HIV, sífilis, hepatites C e B, coronavírus (PCR e teste de anticorpos) e resíduos de medicamentos na urina. Nada foi encontrado, e fui autorizado a receber a aplicação da vacina.” disse o correspondente Sergei Satanovsky.
Fonte: Diário do Brasil

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