Por Cris Oliveira
Reeleito no primeiro turno, o Governador Ibaneis Rocha (MDB) irá cumprir o que foi dito por ele durante o período de transição. No novo Governo, o deputado que assumir Secretaria na estrutura do Executivo terá que deixar o mandato no Legislativo e assumir a cadeira de secretário, sem poder repassar para aliados. O primeiro a aceitar as regras foi o deputado federal reeleito do Republicanos, Júlio César, que assumirá a Secretaria de Esportes, deixando a cadeira de deputado federal para o suplente Paulo Fernando (Republicanos), cedendo uma vaga importante no Congresso Nacional para a Igreja Católica. A Vice-Governadora Celina Leão garantiu a indicação da aliada Gisele Ferreira para a Secretaria da Mulher, e deverá ocupar uma parte da estrutura com os aliados do PP-DF, partido em que Celina é presidente.
Nos bastidores já se comenta que, diferentemente do início do primeiro mandato de Ibaneis que se fecha agora, o Governador reeleito vem tomando posições diferenciadas, abrigando primeiro os aliados que foram fiéis durante a campanha à reeleição, para depois anunciar quais deputados distritais e federais da nova legislatura terão suas indicações, principalmente para as Administrações Regionais. Ibaneis manteve Telma Rufino na Administração Regional de Arniqueiras e nomeou para Ceilândia, o ex-secretário de agricultura e coordenador de campanha Dilson Resende, que tem uma bagagem de experiência na estrutura do GDF.
A indicação de deputados que não foram reeleitos para compor a equipe de Secretários foi anunciada pelo Governador em suas redes sociais nesta quinta-feira (15).
Como era esperada a indicação dos parlamentares que deixarão a CLDF, Rodrigo Delmasso (Republicanos) assumirá a Secretaria da Família e Juventude (que será unificada), Agaciel Maia (PL) será Secretário de Relações Institucionais e Cláudio Abrantes, que mesmo sendo do PSD, não se rendeu a candidatura de Paulo Octávio, será o novo presidente da CODHAB. O ex-deputado distrital Cristiano Araújo (MDB) assumirá a cadeira da Secretaria de Turismo.
As atitudes de Ibaneis no novo mandato são esperadas principalmente pelo fato do Governador já estar fazendo uso da reeleição do cargo, e deverá trabalhar sua ida para o Congresso Nacional em 2026.
O GDF deverá ter uma relação mais institucional com a CLDF para governar. Deputados da base aliada deverão ter espaço na estrutura do GDF sem ferir a base do governador, principalmente nas Administrações Regionais. Cidades como Vicente Pires, Recanto das Emas, Samambaia e Ceilândia deram votação expressiva para o Governador garantir a vitória no 1° turno e deverão ser ocupadas por pessoas de sua inteira confiança, para garantir a proteção de sua base política.
O fato do governador ser reeleito no primeiro turno dá sustentação para que Ibaneis monte sua equipe com mais aliados e menos interferência dos Deputados, que já sabem que as Administrações Regionais não conseguem dar base política para qualquer administrador indicado, já que nomes de Administradores Regionais como Fernando Fernandes, Gustavo Aires (mal votado em Samambaia) e Telma Rufino não conseguiram alcançar cadeira na CLDF. Com novas práticas, Ibaneis poderá dar à população do DF um governo mais estruturado, experiente e eficaz, demonstrando gratidão aos votos que recebeu da população do DF, que reconheceu seu trabalho no primeiro mandato, dando a ele a marca de primeiro governador do DF reeleito no 1° turno, frustrando os planos de “aliados”, que lançaram candidatos a governador, para tentar jogar Ibaneis para o segundo turno.

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