A crise dos Correios ganhou um novo capítulo e ele é ainda mais grave do que parecia. O prejuízo que já assustava agora revela uma camada escondida que pode custar muito mais caro ao contribuinte brasileiro.
Além dos R$ 8 bilhões que a estatal precisa para fechar as contas deste ano, veio à tona uma cláusula pouco divulgada no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos. O detalhe muda tudo: o acordo prevê que o governo federal terá de capitalizar mais R$ 6 bilhões na empresa até o fim de 2027.
Na prática, isso significa que o rombo não é de R$ 12 bilhões. Nem de R$ 20 bilhões. Ele já chega a R$ 26 bilhões. E isso, como alertam especialistas, é apenas o valor conhecido até agora.
O dinheiro não cai do céu. Sai do bolso do contribuinte. São recursos públicos usados para tapar um buraco criado por má gestão, ineficiência operacional e decisões políticas que empurraram a estatal para uma situação financeira insustentável.
O engenheiro e economista Marcelo Guterman resume o cenário com precisão: cada nova informação revela um problema maior do que o anterior. A cada “enxadada”, surge uma nova “minhoca”.
O caso dos Correios expõe um padrão preocupante: prejuízos bilionários são tratados como algo normal, enquanto a conta é empurrada silenciosamente para a sociedade. Não há plano claro de reestruturação, nem garantia de que novos aportes não serão necessários no futuro próximo.
O risco é evidente. Sem mudanças profundas, os Correios deixam de ser apenas uma estatal em dificuldade e passam a representar um ralo permanente de dinheiro público.
O rombo já é bilionário. A pergunta que fica é simples e incômoda: até quando o contribuinte vai pagar por isso?
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