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Inferno no sul do Chile: incêndios deixam mortos, milhares de desabrigados e país entra em estado de catástrofe

 
O sul do Chile enfrenta uma das piores tragédias ambientais de sua história recente. Incêndios florestais fora de controle já provocaram ao menos 16 mortes, forçaram a evacuação de cerca de 30 mil pessoas e levaram o governo a decretar estado de catástrofe em regiões inteiras.
As chamas avançam com velocidade assustadora nas regiões de Ñuble e Biobío, impulsionadas por temperaturas extremas, baixa umidade e pelo temido vento Puelche, um fenômeno seco e quente que transforma qualquer foco de incêndio em um desastre em minutos. Somente na comuna de Penco, mais de 5 mil hectares foram consumidos pelo fogo. Em Ñuble, outros 4 mil hectares já viraram cinzas.
Durante a madrugada, autoridades emitiram quase 90 alertas de evacuação imediata, enquanto equipes de emergência enfrentavam condições descritas como “extremamente adversas”. Moradores tiveram poucos minutos para abandonar casas, levando apenas o que conseguiam carregar. Muitos perderam tudo.
Diante da gravidade, o presidente Gabriel Boric cancelou compromissos oficiais e anunciou que irá pessoalmente às áreas afetadas. O governador de Biobío comparou a situação ao terremoto de 2010, um dos episódios mais traumáticos da história do país. Até adversários políticos suspenderam disputas e pediram união nacional diante da tragédia.
Especialistas alertam que o Chile vive uma combinação explosiva: crise climática, megasseca prolongada e avanço urbano desordenado. Desde 2010, os incêndios se tornaram mais frequentes, mais intensos e muito mais letais. O alerta é claro: o que antes era exceção agora virou padrão.
Em fevereiro de 2024, o país já havia vivido o pior incêndio de sua história, com 136 mortos em Valparaíso. Agora, menos de dois anos depois, o Chile volta a assistir cidades queimarem, famílias fugirem e vidas serem perdidas.
O fogo ainda não foi controlado. E o medo é que o número de vítimas continue crescendo.

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