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Laudo da PF descarta prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

 

Um laudo médico elaborado pela Polícia Federal concluiu que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro não exige internação hospitalar nem a concessão de prisão domiciliar. O documento afirma que, apesar da necessidade de acompanhamento e de cuidados preventivos, o quadro clínico é compatível com a permanência em ambiente prisional.
Segundo a avaliação dos profissionais da PF, Bolsonaro pode continuar detido na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília. O relatório destaca que existem comorbidades que demandam atenção, especialmente de ordem cardiovascular, mas que, no momento, não configuram risco imediato que justifique mudança no regime de custódia.
“Tais comorbidades não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”, registra o laudo. Os médicos observam, contudo, que os procedimentos de assistência médica devem ser aprimorados, com acompanhamento mais próximo e atuação de profissionais especializados, para reduzir o risco de eventuais complicações.
A perícia também avaliou demandas específicas relatadas pelo ex-presidente, como o uso de aparelho CPAP para distúrbios do sono e a necessidade de dieta fracionada. De acordo com o documento, essas condições podem ser plenamente atendidas no ambiente prisional, sem prejuízo ao acompanhamento clínico.
Outro ponto abordado no laudo diz respeito à queda sofrida por Bolsonaro em dezembro, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Os médicos identificaram sinais e sintomas neurológicos que elevam o risco potencial de novos episódios, recomendando a realização de exames neurológicos para investigação diagnóstica mais aprofundada.
Como medidas preventivas, a Polícia Federal sugeriu a instalação de grades de apoio em corredores e nos boxes de banho, além da adoção de campainhas de pânico ou outros dispositivos que permitam monitoramento em tempo real. O relatório também recomenda acompanhamento contínuo do detento nas áreas comuns da unidade.
Entre outras orientações, o laudo propõe avaliação nutricional com prescrição de dieta adequada às comorbidades apresentadas, prática regular de atividade física conforme a tolerância clínica e tratamento fisioterápico contínuo, com foco no fortalecimento muscular e no equilíbrio postural.
O documento registra ainda a percepção do próprio Bolsonaro sobre as condições de custódia. Segundo os médicos, o ex-presidente relatou melhora em relação ao local anterior, mencionando maior espaço para circulação. Ele também afirmou não se incomodar com ruídos, apesar das obras em andamento na unidade, e considerou satisfatórias as condições de limpeza.
Com base nessas conclusões, a Polícia Federal entende que o estado de saúde do ex-presidente permite a continuidade da custódia no sistema prisional, desde que sejam adotadas as medidas de acompanhamento e prevenção recomendadas no laudo.

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