A crise interna no PL ganhou mais um capítulo nos bastidores da direita. Após atuar diretamente nas articulações do partido no Ceará, Michelle Bolsonaro voltou a interferir em decisões estratégicas da legenda, desta vez em São Paulo, ao vetar o nome do deputado federal Mário Frias para a disputa ao Senado em 2026.
A movimentação reacendeu tensões dentro do partido e ampliou o desgaste entre Michelle e setores ligados aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Veto em São Paulo muda o jogo
Mário Frias era apontado por aliados como um nome competitivo para a vaga ao Senado em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. No entanto, a ex-primeira-dama atuou para barrar sua entrada na corrida, reorganizando o tabuleiro interno do partido.
Nos bastidores, a leitura é de que Michelle busca fortalecer nomes alinhados ao seu grupo e reduzir espaço de figuras que não possuem relação política próxima com ela.
Atrito antigo com Frias
A relação entre Michelle e Mário Frias já vinha estremecida desde 2025, quando o deputado criticou pautas sociais e afirmou que a direita deveria abandonar a “ladainha da inclusão”.
Michelle reagiu publicamente, defendeu acessibilidade e repudiou a declaração. O episódio foi tratado como ponto de ruptura entre os dois.
Desde então, Frias passou a enfrentar resistência crescente dentro do núcleo mais próximo da ex-primeira-dama.
Filhos de Bolsonaro também entram na disputa
A nova intervenção também respinga sobre os filhos de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro vinha acompanhando as articulações para o Senado e aliados apontam que Eduardo Bolsonaro atuava em discussões sobre o cenário paulista.
Com Michelle assumindo protagonismo nas decisões, cresce a percepção de disputa por influência dentro do bolsonarismo.
Ceará já havia dado sinais
Antes do caso paulista, Michelle já havia entrado em campo no Ceará, onde também participou de negociações e definições internas do partido. O episódio foi visto como demonstração clara de que ela pretende ocupar papel central na reorganização da direita para 2026.
Michelle cresce no comando político
Se antes Michelle era vista apenas como ativo eleitoral, agora passou a ser considerada peça decisiva nas escolhas do PL. Vetos, alianças e candidaturas estratégicas passaram a depender de sua influência.
No partido, a mensagem ficou clara: Michelle deixou de ser coadjuvante e virou centro de poder.

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