A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão preventiva do advogado Daniel Monteiro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira e contrariou o voto do ministro Gilmar Mendes, que defendia a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.
O placar final ficou em 3 votos a 1, consolidando a posição do ministro André Mendonça, relator que havia autorizado a prisão preventiva.
O que pesa na investigação
Segundo a Polícia Federal, Daniel Monteiro teria negociado propina de R$ 146 milhões com Daniel Vorcaro.
As apurações indicam ainda que cerca de R$ 74 milhões teriam sido efetivamente repassados.
Gilmar ficou isolado
Gilmar Mendes propôs a troca da prisão preventiva por medidas como:
- uso de tornozeleira eletrônica
- suspensão temporária do exercício da advocacia
- proibição de mudança de endereço residencial
A proposta, porém, não teve apoio suficiente entre os ministros da turma.
Caso aumenta pressão
O julgamento reforça a gravidade atribuída pelo Supremo às investigações envolvendo o caso Master e amplia a pressão sobre os personagens citados no processo.
Nos bastidores jurídicos, o resultado também foi lido como uma derrota relevante de Gilmar Mendes dentro da turma.

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