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Sindicato policiail denuncia supostas regalias de Deolane Bezerra na prisão

 
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma nova polêmica após o sindicato dos policiais penais de São Paulo denunciar supostas regalias durante o período em que ela esteve custodiada em uma unidade prisional da capital paulista.
Segundo o sindicato, Deolane teria recebido tratamento diferenciado enquanto permaneceu detida na Penitenciária Feminina de Santana.
Entre as alegações estão:
  • cela improvisada e isolada das demais detentas
  • cama diferenciada com colchão, travesseiro e lençol fora do padrão
  • chuveiro privativo
  • restrição de acesso de servidores ao local
  • alimentação diferenciada
A influenciadora permaneceu na unidade entre a tarde de quinta-feira (21) e a madrugada do dia seguinte, antes de ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
O que diz o sindicato
O presidente do sindicato, Fábio Jabá, afirmou que o caso levanta preocupação sobre possível quebra da isonomia no tratamento de detentos.
Segundo a entidade, policiais penais relataram, por mensagens e áudios, a preparação prévia do espaço onde Deolane ficou custodiada.
O sindicato enviou ofício à Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) pedindo abertura de procedimento administrativo para apurar o caso.

O que diz a SAP e a OAB
A SAP informou que a custódia ocorreu na condição de advogada presa preventivamente, conforme decisão judicial.
Já a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) explicou que a legislação prevê que advogados presos preventivamente possam permanecer em espaço separado dos demais detentos, em sala de Estado-Maior ou local equivalente.
A entidade ressaltou que acompanha o caso em defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não de privilégios pessoais.

Contexto da prisão
Deolane foi presa durante operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis e possível vínculo indireto com operadores financeiros da facção criminosa.

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