O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), respondeu de forma direta à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suposta calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, Zema afirmou que “não recuará um milímetro”, em resposta ao avanço do caso.
O posicionamento foi interpretado como um recado direto ao ministro Gilmar Mendes e sinaliza que o ex-governador pretende manter o enfrentamento político e jurídico.
O que motivou a denúncia
A acusação da PGR tem como base episódios da websérie “Os Intocáveis”, criada por Zema e divulgada nas redes sociais.
Os vídeos utilizam inteligência artificial e sátiras com personagens inspirados em figuras do Judiciário e da política nacional.
Em uma das encenações, o personagem atribuído a Gilmar Mendes apareceria em diálogos relacionados ao caso Banco Master e ao ministro Dias Toffoli.
Segundo a PGR, o conteúdo teria ultrapassado o limite da crítica política e atribuído falsamente práticas criminosas ao ministro do STF.
O que diz a Procuradoria
Na denúncia assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o órgão sustenta que houve imputação falsa de crime, configurando possível calúnia.
De acordo com a acusação, Zema não teria se limitado à sátira política ou crítica institucional, mas avançado para acusações que poderiam afetar a honra funcional do ministro.
Caso amplia tensão entre Zema e STF
O episódio aprofunda a crise entre Romeu Zema e setores do Supremo.
Nos últimos meses, o ex-governador intensificou críticas públicas ao Judiciário e passou a ocupar espaço de maior protagonismo no debate político nacional, especialmente entre setores conservadores.
Agora, o caso deverá ser analisado pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, em meio ao aumento da tensão política envolvendo Judiciário e pré-candidatos de olho em 2026.

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