Líder do governo Lula no Senado é alvo de mandado autorizado pelo STF em investigação ligada ao Caso Master
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero e incluiu entre os alvos o senador Jaques Wagner, líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes federais cumprem mandado de busca e apreensão relacionado à investigação que apura supostos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram autorizados 18 mandados de busca e apreensão, executados na Bahia, no Distrito Federal e em São Paulo.
O nome de Jaques Wagner já havia surgido anteriormente nas apurações relacionadas ao Caso Master. Segundo informações divulgadas durante as investigações, uma empresa pertencente à sua nora teria recebido pelo menos R$ 11 milhões provenientes do Banco Master por meio da BK Financeira.
Na ocasião, o senador negou qualquer participação ou envolvimento nas operações investigadas.
Em nota divulgada anteriormente, Wagner afirmou não ter conhecimento de qualquer investigação relacionada ao tema e declarou jamais ter participado de intermediações ou negociações em favor da empresa citada.
A nova fase da operação também atingiu propriedades e empresas ligadas a Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, Augusto Lima teve participação na implantação do sistema de crédito consignado para servidores públicos durante a gestão de Jaques Wagner no Governo da Bahia. Posteriormente, essa operação passou a integrar o portfólio de negócios do Banco Master por meio do Credcesta.
O caso ganhou dimensão nacional por envolver figuras políticas, empresários e operações financeiras que estão sendo analisadas pelas autoridades federais.
Jaques Wagner é considerado um dos aliados mais próximos de Lula dentro do Partido dos Trabalhadores. A relação entre os dois remonta ao movimento sindical dos anos 1980.
Ao longo da trajetória política, Wagner ocupou cargos de destaque, incluindo os ministérios do Trabalho, Relações Institucionais, Defesa e Casa Civil, além de ter governado a Bahia por dois mandatos.
Até o momento, não há informação pública sobre eventual denúncia ou indiciamento do senador relacionado aos fatos investigados nesta fase da operação.
A Polícia Federal segue apurando o conteúdo dos materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados.

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